Prefeitura de Francisco Morato reajusta passagem para R$ 6,00 e tarifa começou a valer em 16 de fevereiro
Francisco Morato aumentou a tarifa de ônibus de R$ 5,50 para R$ 6,00 a partir de 16 de fevereiro, após decisão da Prefeitura que justificou o reajuste como reequilíbrio contratual para manter o transporte municipal em funcionamento. O novo valor já impacta quem depende diariamente das linhas operadas pela Auto Ônibus Moratense para trabalhar, estudar ou acessar serviços básicos na cidade.

- Francisco Morato reajustou a tarifa para R$ 6,00 a partir de 16 de fevereiro.
- O valor anterior era R$ 5,50, reajustado em janeiro de 2025.
- A operação é realizada pela Auto Ônibus Moratense.
- O aumento considera inflação, diesel, dólar e reajuste salarial de 7%.
- Cidades como Franco da Rocha, Caieiras e Mairiporã também adotaram tarifa de R$ 6,00.
O anúncio encerra um período de três anos sem aumento e reacende um debate antigo nas cidades da região: quem paga a conta do transporte coletivo quando diesel, peças, salários e inflação sobem quase ao mesmo tempo? A gestão municipal afirma que o reajuste aplicado em Morato ficou abaixo da média nacional recente, onde algumas cidades registraram elevação de até 20%.
Em janeiro de 2025, a passagem já havia sido reajustada de R$ 4,90 para R$ 5,50. Pouco mais de um ano depois, o novo valor fixa a tarifa em R$ 6,00. No bolso de quem pega dois ônibus por dia, cinco dias por semana, a diferença ultrapassa R$ 20 mensais — valor que, para muitas famílias, significa cortar outro item do orçamento.
| Data | Valor da Tarifa | Variação |
|---|---|---|
| Antes de jan/2025 | R$ 4,90 | – |
| Jan/2025 | R$ 5,50 | + R$ 0,60 |
| Fev/2026 | R$ 6,00 | + R$ 0,50 |
Segundo a Prefeitura, o reajuste considera a inflação acumulada, a alta do dólar, o aumento no preço do combustível e o crescimento dos custos de manutenção da frota. As concessionárias também apontam o reajuste salarial de 7% concedido aos motoristas como fator determinante na revisão da planilha.
O impacto não ficou restrito a Morato. Cidades que integram o Consórcio Intermunicipal da Bacia do Juquery — como Franco da Rocha, Caieiras e Mairiporã — também passaram a adotar a tarifa de R$ 6,00 nas linhas municipais. Em Morato e Franco da Rocha, o novo valor começou a valer na mesma segunda-feira, 16.
Para a administração, a revisão busca preservar o equilíbrio do contrato e evitar prejuízos que comprometam a operação. Sem reajuste ou ampliação de subsídios, a tendência seria redução de frota, intervalos maiores e queda na qualidade do serviço. A Prefeitura afirma manter aporte financeiro para reduzir o custo total da operação e amortecer o impacto ao usuário.
O argumento técnico, porém, encontra a realidade da catraca. Transporte público é custo fixo na vida de quem depende dele. Não é gasto eventual. Quando sobe, sobe todo mês. E sobe para quem menos tem margem de manobra no orçamento.
Nas primeiras horas após a confirmação do novo valor, a reação nas redes sociais misturou resignação e cobrança por melhorias. Usuários questionam pontualidade, lotação e conservação dos ônibus. O reajuste amplia a pressão por transparência nos números e por fiscalização do cumprimento das metas contratuais.
Enquanto isso, a cidade segue em movimento. Às cinco da manhã, trabalhadores continuam formando fila nos pontos, agora com a passagem a R$ 6,00. O transporte coletivo segue sendo a espinha dorsal da mobilidade local — e o aumento da tarifa reforça a discussão sobre como financiar um serviço essencial sem transferir integralmente a conta para quem depende dele todos os dias.
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