Manifestação contra aumento da tarifa mobiliza Franco da Rocha e pressiona prefeitura por tarifa zero
Movimentos sociais convocaram um ato para o dia 5 de março, às 18h, na Estação Franco da Rocha, contra o reajuste da passagem de ônibus que elevou o valor para R$ 6,00. A mobilização ocorre após a autorização da Prefeitura de Franco da Rocha e coloca o transporte público no centro do debate regional.

- Manifestação está marcada para 5 de março, às 18h, na Estação Franco da Rocha.
- Tarifa subiu de R$ 5,50 para R$ 6,00 após autorização da prefeitura.
- Movimentos defendem tarifa zero em toda a região do CIMBAJU.
- Reclamações incluem superlotação e ausência de cobradores.
- Prefeitura ainda não se manifestou oficialmente sobre o ato.
O aumento, que saiu de R$ 5,50 para R$ 6,00, atinge diretamente quem depende do coletivo para trabalhar, estudar ou acessar serviços básicos. Para quem utiliza duas conduções por dia, cinco vezes por semana, o impacto mensal não é simbólico. Ele aparece no mercado, na farmácia, na conta de luz.
| Item | Antes | Agora | Diferença |
|---|---|---|---|
| Tarifa unitária | R$ 5,50 | R$ 6,00 | + R$ 0,50 |
| Gasto mensal (2 viagens/dia) | R$ 242,00 | R$ 264,00 | + R$ 22,00 |
A escolha da estação ferroviária como ponto de encontro não foi aleatória. É ali que a cidade se cruza. Trabalhadores que descem cedo para São Paulo, estudantes que voltam à noite, autônomos que dependem da integração entre trem e ônibus. O protesto quer visibilidade onde o fluxo é diário e incontornável.
Organizações como PCBR, PSOL, UP, TLS e Luta Popular lideram a convocação. O material divulgado nas redes defende não apenas a revogação do reajuste, mas a implementação da tarifa zero em toda a região do CIMBAJU, consórcio que reúne municípios da Bacia do Juqueri.
Entre as críticas apresentadas estão relatos recorrentes de superlotação, intervalos extensos aos domingos e ausência de cobradores. Para os organizadores, a retirada desses profissionais transfere responsabilidades ao motorista e reduz postos de trabalho. Passageiros também relatam dificuldades de acessibilidade e estrutura precária em pontos de parada.
- Superlotação em horários de pico.
- Longa espera aos domingos e feriados.
- Falta de cobradores nos veículos.
- Reclamações sobre acessibilidade.
- Estrutura insuficiente em pontos de ônibus.
O debate se amplia quando cidades vizinhas discutem modelos alternativos. Em Francisco Morato, por exemplo, foi anunciada tarifa zero aos domingos a partir de março. A comparação alimenta o discurso de que há caminhos distintos para enfrentar o custo do transporte.
Até o momento, a Prefeitura de Franco da Rocha não divulgou posicionamento oficial sobre a manifestação. A gestão autorizou o reajuste sob justificativa de equilíbrio contratual e manutenção do serviço, mas não apresentou detalhamento público dos cálculos que embasaram o novo valor.
O transporte coletivo é um dos temas mais sensíveis na rotina urbana. Não se trata apenas de deslocamento. É acesso ao emprego, à escola, ao hospital. Quando o preço sobe, o efeito não é abstrato. Ele se materializa na planilha doméstica.
Na quinta-feira, a plataforma da estação deve se transformar em espaço de disputa política e social. A discussão sobre os R$ 6,00 da passagem ultrapassa o valor nominal e entra no campo do direito à mobilidade e da gestão pública regional.
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