Por que é necessário tomar a vacina da gripe?
Com aumento de casos respiratórios no Brasil, especialistas reforçam que a vacina contra a gripe reduz o risco de complicações, internações e mortes causadas pelo vírus.
A ampliação da vacinação contra a gripe para toda a população acima de seis meses de idade em São Paulo ocorre em um momento de crescimento dos casos de doenças respiratórias em diversas regiões do País. A medida foi adotada pela Secretaria de Estado da Saúde e acompanha o cenário apontado por monitoramentos epidemiológicos que registram aumento das hospitalizações relacionadas aos vírus da influenza.
Os meses de outono e inverno costumam concentrar maior circulação de vírus respiratórios. Com temperaturas mais baixas, as pessoas permanecem por mais tempo em ambientes fechados, favorecendo a transmissão e ampliando o risco de contaminação.
Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos
A vacina contra a gripe possui uma característica diferente de muitos outros imunizantes utilizados rotineiramente. O vírus influenza sofre mutações frequentes, o que exige atualizações periódicas na composição da vacina para acompanhar as variantes que estão circulando com maior intensidade.
Além das mudanças do próprio vírus, a proteção adquirida pela vacinação diminui gradualmente ao longo do tempo. Por isso, a recomendação médica é que a imunização seja renovada anualmente.
Atualmente, a vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde foi desenvolvida para proteger contra os subtipos de influenza que apresentaram maior circulação recente no Hemisfério Sul.
- Proteção contra duas cepas do influenza A
- Proteção contra uma cepa do influenza B
- Aplicação em dose única anual
- Disponível gratuitamente na rede pública
Casos graves continuam preocupando especialistas
Dados recentes de vigilância epidemiológica indicam aumento dos registros de síndrome respiratória aguda grave associados principalmente ao vírus sincicial respiratório e ao influenza A.
As internações relacionadas à influenza permanecem em crescimento em diversos estados brasileiros, especialmente em regiões que enfrentam maior circulação dos vírus durante os meses mais frios.
A vacinação continua sendo considerada a medida mais eficaz para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e mortes associadas à gripe.
Embora muitas pessoas associem a doença apenas a sintomas leves, especialistas alertam que a gripe pode evoluir para quadros mais graves, especialmente entre grupos vulneráveis.
Quem deve dar atenção especial à vacinação
A imunização é recomendada para toda a população elegível, mas alguns grupos recebem atenção prioritária devido ao maior risco de desenvolver complicações.
- Idosos
- Crianças pequenas
- Gestantes
- Pessoas imunossuprimidas
- Pacientes com doenças pulmonares crônicas
Essas pessoas apresentam maior probabilidade de evolução para quadros que exigem atendimento hospitalar, motivo pelo qual as campanhas de vacinação costumam priorizá-las inicialmente.
A vacina causa gripe?
Uma das dúvidas mais frequentes durante as campanhas de vacinação continua sendo a possibilidade de o imunizante provocar a doença. Especialistas explicam que isso não acontece.
A vacina utilizada contra a influenza é produzida com vírus inativado, incapaz de causar infecção. Após a aplicação, algumas pessoas podem apresentar reações leves e temporárias.
| Reação | Frequência |
|---|---|
| Dor no local da aplicação | Comum |
| Vermelhidão | Comum |
| Febre baixa | Ocasional |
| Mal-estar passageiro | Ocasional |
Outras medidas ajudam a reduzir o risco de infecção
A vacinação é considerada a principal ferramenta de prevenção, mas especialistas destacam que hábitos simples continuam importantes para diminuir a transmissão de vírus respiratórios.
Entre as recomendações estão manter ambientes ventilados, higienizar as mãos regularmente, evitar contato próximo quando houver sintomas respiratórios e utilizar lenços descartáveis para higiene nasal.
Com a ampliação da campanha em São Paulo, as doses estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde dos 645 municípios do Estado. A estratégia busca aumentar a cobertura vacinal antes do período de maior circulação dos vírus respiratórios, cenário que continua sendo monitorado pelas autoridades de saúde nas próximas semanas.
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