Visitante tenta entrar com drogas escondidas na cintura e é presa em presídio de Franco da Rocha
Na tarde do último sábado, 8 de março de 2025, policiais penais da Penitenciária III “José Aparecido Ribeiro”, em Franco da Rocha, impediram a entrada de entorpecentes no presídio ao deter uma visitante que tentava burlar a segurança com drogas escondidas junto ao corpo. A mulher foi flagrada durante o processo de revista mecânica, quando o escâner corporal identificou um objeto suspeito preso à região da cintura.
Pontos Principais:
- Mulher foi flagrada tentando entrar com drogas na Penitenciária III de Franco da Rocha.
- A apreensão ocorreu no sábado, 8 de março de 2025, durante revista com escâner corporal.
- Foram encontrados 102g de cocaína, 15g de maconha e papéis com anotações financeiras.
- Suspeita foi levada à Delegacia de Franco da Rocha e teve boletim de ocorrência registrado.
- Autoridades investigam possível ligação com o tráfico e repasse de informações internas.
A suspeita foi imediatamente questionada pelos agentes de segurança penitenciária e, diante da evidência registrada pelo equipamento, admitiu estar carregando substâncias ilícitas. Ao ser submetida à revista manual, foram localizados aproximadamente 15 gramas de maconha e 102 gramas de cocaína cuidadosamente acondicionados, além de anotações financeiras que podem indicar uma tentativa de comunicação com membros de uma organização criminosa.

De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), o flagrante demonstra o rigor das medidas de controle aplicadas nas unidades prisionais do estado de São Paulo, que utilizam tecnologias avançadas como o escâner corporal, considerado um recurso fundamental na triagem de visitantes. As autoridades reforçam que o monitoramento de rotina tem sido decisivo para barrar a entrada de objetos e substâncias proibidas.
A mulher detida foi conduzida imediatamente à Delegacia de Polícia de Franco da Rocha, onde foi elaborado um boletim de ocorrência. A apreensão dos materiais e das anotações financeiras será agora objeto de investigação, com a possibilidade de desdobramentos que envolvam outros participantes, tanto dentro quanto fora da unidade prisional.
Os papéis encontrados em posse da visitante levantam uma nova linha de apuração sobre o fluxo de informações entre presos e redes criminosas. O material indicava possíveis dados bancários e valores, o que pode sugerir a manutenção de uma estrutura de tráfico ainda ativa dentro da penitenciária ou o repasse de comandos externos aos detentos.
A Penitenciária III, que já figurou em operações anteriores contra o ingresso de itens ilícitos, integra o complexo prisional de Franco da Rocha, uma das maiores estruturas correcionais do estado. A unidade tem histórico de reforço na segurança e é conhecida por seu volume de visitas semanais, o que a torna ponto estratégico de atuação para o crime organizado.
Segundo agentes envolvidos na operação, o procedimento de detecção foi realizado de forma protocolar, dentro dos padrões estabelecidos pela SAP. A revista corporal eletrônica, já comum nas unidades, é um dos principais filtros contra a entrada de ilícitos e evita abordagens invasivas. Ainda assim, casos como o registrado demonstram que criminosos seguem tentando contornar o sistema.
Apesar de o flagrante ter sido tratado como caso isolado, a apreensão chamou a atenção pela quantidade de entorpecentes e pela tentativa de mascarar o transporte sob roupas comuns. O método, ainda que rudimentar, evidencia a persistência de tentativas de cooptação de visitantes por facções, especialmente em presídios de médio e grande porte.
A investigação deverá apurar se a mulher atuava sozinha ou a mando de terceiros, e se já havia feito visitas anteriores ao mesmo interno. O boletim de ocorrência registrado pela Delegacia de Franco da Rocha será compartilhado com o Ministério Público e pode resultar na instauração de inquérito mais amplo.
Até o momento, a SAP não divulgou a identidade da visitante detida. A secretaria afirmou que os protocolos de segurança seguem reforçados e que todos os materiais apreendidos foram devidamente catalogados para análise técnica. A ação foi destacada como exemplo da eficácia do controle penitenciário na contenção do tráfico de drogas nas unidades prisionais do estado.
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