TransplantAR: o programa que usa aviões privados para salvar vidas revela novo marco surpreendente
O Governo de São Paulo alcançou nesta sexta-feira (24) um marco inédito ao registrar o 100º voo de transporte de órgãos pelo programa TransplantAR, iniciativa que vem alterando a dinâmica dos transplantes no país. A operação, que começou em setembro de 2024, já viabilizou dezenas de procedimentos em diferentes estados, com impacto direto na redução do tempo de espera por cirurgias.
O Governo de São Paulo registrou nesta sexta-feira (24) o 100º voo de transporte de órgãos realizado pelo programa TransplantAR, criado em setembro de 2024 para acelerar a logística de transplantes no país. A marca foi alcançada após uma operação iniciada no interior paulista, com envio de múltiplos órgãos para a capital.
A captação ocorreu no Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde foram retirados coração, pulmões, pâncreas, fígado, rins e córneas. Parte dos órgãos foi transportada por uma aeronave que partiu de Estrela D’Oeste e seguiu até o aeroporto local antes de decolar rumo à cidade de São Paulo.
Operação envolveu múltiplos órgãos e transporte aéreo coordenado
Os órgãos transportados incluíram coração, fígado e pulmões, que chegaram ao aeroporto de Congonhas no período da tarde. A partir dali, foram direcionados para diferentes unidades hospitalares, incluindo o Incor, onde os transplantes seriam realizados.
O modelo logístico adotado pelo programa prioriza rapidez, especialmente em casos em que o tempo é determinante para a viabilidade do procedimento. Órgãos como coração e pulmão precisam ser transplantados em até quatro horas após a captação, enquanto o fígado tem um limite de até 12 horas.
- 100 voos realizados desde setembro de 2024
- 99 transplantes viabilizados em todo o país
- 64 transplantes de coração
- 18 de fígado
- 15 de pulmão
- 2 de pâncreas
Parceria com setor privado viabiliza operação sem custo público
O TransplantAR funciona por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e o Instituto Brasileiro de Aviação. O modelo permite que proprietários de aeronaves privadas cedam horas de voo voluntariamente para o transporte de órgãos e equipes médicas.
Helicópteros, turboélices e jatos autorizados pela Agência Nacional de Aviação Civil participam da iniciativa. Essas aeronaves, que muitas vezes permanecem paradas em hangares, passam a ser utilizadas em operações de alta prioridade médica.
O programa foi estruturado para otimizar a captação e o transporte de órgãos, ampliando as chances de sucesso dos transplantes em situações críticas
A seleção das aeronaves é feita pelo instituto parceiro, que identifica operadores dispostos a participar da iniciativa. O formato elimina custos operacionais para o poder público, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de resposta do sistema de saúde.
Reconhecimento e expansão ainda em andamento
Em 2025, o programa recebeu reconhecimento nacional ao vencer a categoria Justiça e Cidadania do Prêmio Innovare, voltado a iniciativas que promovem inovação em políticas públicas. A premiação consolidou o projeto como uma das principais experiências recentes na área.
Segundo a Agenciasp, a ampliação da rede de parceiros e a adesão de novos operadores privados seguem em curso, enquanto a demanda por transplantes continua elevada em diferentes regiões do país, mantendo o programa em fase ativa de expansão operacional.
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