Operação contra lavagem de dinheiro apreende quatro fuzis e prende vereador em São Paulo
Uma investigação iniciada após um assassinato ocorrido em 2020 levou policiais e promotores a um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma empresa de ônibus.
Quatro fuzis, drogas prontas para comercialização e uma estrutura destinada ao preparo de entorpecentes foram encontrados nesta quinta-feira, 25 de junho, durante uma operação contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma empresa de ônibus da capital paulista.
A descoberta ocorreu em um imóvel na zona leste de São Paulo, um dos endereços visitados pela Polícia Civil e pelo Ministério Público na Operação Última Parada. Além das armas e das porções embaladas, os agentes apreenderam uma máquina utilizada para preparar as embalagens.
Segundo a Agenciasp, a ação cumpriu 103 mandados de busca e apreensão e cinco ordens de prisão na capital, em municípios da Grande São Paulo e em Extrema, no sul de Minas Gerais. Três dos alvos haviam sido presos até a divulgação do balanço, entre eles um vereador da cidade de São Paulo.
Outras duas pessoas foram detidas em flagrante no imóvel onde estavam as armas e as drogas. Os nomes dos presos e da empresa investigada não foram informados no material divulgado pelo governo estadual.
Assassinato abriu caminho para investigação financeira
A apuração não começou nas contas da concessionária, mas em um homicídio. Em 2020, o então diretor da empresa de ônibus investigada foi assassinado. Celulares e dispositivos de armazenamento apreendidos naquele período passaram a ser analisados pelos investigadores.
O material revelou, segundo a Polícia Civil, indícios de movimentações financeiras suspeitas e possível infiltração do crime organizado na estrutura empresarial. A partir desse ponto, a investigação avançou sobre documentos, relações societárias e bens vinculados aos suspeitos.
A hipótese investigada é que a empresa tenha sido utilizada para movimentar recursos de origem ilícita e esconder valores provenientes de atividades criminosas. A Polícia Civil também afirmou ter identificado conexões com outras apurações sobre lavagem de dinheiro e organizações criminosas.
Justiça manda bloquear contas e afastar diretoria
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 194 milhões em contas bancárias relacionadas aos investigados. Também autorizou o sequestro de veículos, imóveis e embarcações, além do afastamento da diretoria da empresa de ônibus atingida pela operação.
Segundo o Ministério Público, os mandados foram autorizados depois da reunião de provas, laudos técnicos e informações compartilhadas durante os anos de investigação. A operação foi conduzida com participação de equipes especializadas da Polícia Civil e de promotores que atuam no combate ao crime organizado.
Os fuzis, aparelhos eletrônicos, documentos e demais objetos recolhidos serão submetidos a perícia. O resultado dessa análise poderá revelar novas movimentações financeiras, identificar outros envolvidos e orientar as próximas medidas judiciais da Operação Última Parada.












