Noca da Portela morreu aos 93 anos: O que aconteceu com o sambista internado no Rio foi confirmado pela escola
Noca da Portela morreu neste domingo aos 93 anos após dias internado no Rio. Sambista da Portela estava no CTI desde 10 de maio com suspeita de pneumonia.
O sambista e compositor Osvaldo Alves Pereira, conhecido nacionalmente como Noca da Portela, morreu neste domingo (17), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada oficialmente pela Portela, escola em que construiu uma das trajetórias mais relevantes da história do samba carioca.
Noca estava internado desde o dia 30 de abril em um hospital de São Cristóvão, na Zona Norte da capital fluminense, após quadro de suspeita de pneumonia. Desde o dia 10 de maio, permanecia no Centro de Tratamento Intensivo (CTI). A causa da morte não foi divulgada até a última atualização da escola.
Ainda não havia informações confirmadas sobre velório e sepultamento até a publicação desta matéria.
Portela decretou luto oficial após confirmação da morte
A Portela publicou uma nota oficial lamentando a morte do compositor e decretou três dias de luto. Na mensagem, a escola relembrou a importância de Noca para a história da agremiação e destacou a presença constante do sambista na quadra da Azul e Branca de Oswaldo Cruz e Madureira.
“Figura querida e sempre presente em nossa quadra, Noca fará muita falta para toda a Família Portelense”, escreveu a escola.
Mineiro de Leopoldina, em Minas Gerais, Noca mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro. O contato com a música começou cedo, com estudos de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Rio de Janeiro.
A ligação definitiva com a Portela surgiu no fim dos anos 1960, quando foi levado para a ala de compositores da escola por Paulinho da Viola. A partir dali, construiu uma carreira diretamente ligada à história do carnaval carioca.
Compositor venceu sete sambas-enredo na Portela
Noca da Portela se tornou um dos maiores vencedores de disputas de samba-enredo da história da escola. Ao longo das décadas, assinou composições que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar a identidade musical da agremiação.
Entre os sambas mais conhecidos estão:
- “Recordar é viver”, de 1985
- “Gosto que me enrosco”, de 1995
- “Os olhos da noite”, de 1998
- “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal”, de 2015
Além dos sambas-enredo, também participou de gravações e compôs músicas interpretadas por nomes importantes da música brasileira. Uma das mais conhecidas foi “Virada”, eternizada na voz de Beth Carvalho.
Noca integrou ainda o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e teve composições defendidas por artistas como Elza Soares, caso de “Portela Querida”.
Passagem pela política e homenagens nos últimos anos
A trajetória de Noca ultrapassou o universo do samba. Em 2006, foi nomeado secretário estadual de Cultura do Rio de Janeiro durante o governo Rosinha Garotinho. Permaneceu no cargo até janeiro de 2007.
Dois anos depois, em 2008, disputou uma vaga de vereador pelo PSB.
Mesmo já longe do auge dos desfiles, manteve atividade artística nos últimos anos. Em 2017, aos 84 anos, lançou o disco “Homenagens”, trabalho que reuniu composições dedicadas à Portela e ao samba carioca.
Em 2025, recebeu nova celebração pública com o lançamento da “Coleção Flores Em Vida”, projeto que contou com a participação de diferentes nomes da música brasileira.
Segundo o G1, a Portela informou que novas atualizações sobre velório e sepultamento deverão ser divulgadas nos próximos dias.
Leia mais em Personalidade
Últimas novidades



















