Mamonas Assassinas terão corpos exumados e transformados em memorial vivo quase 30 anos após acidente
Mamonas Assassinas terão os corpos exumados na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, em Guarulhos, para cremação e criação de um memorial com o plantio de cinco árvores, quase três décadas após o acidente aéreo que matou a banda. A decisão partiu das famílias e altera definitivamente a forma como o grupo será lembrado na cidade onde construiu sua história.

- Mamonas Assassinas terão corpos exumados em 23 de fevereiro.
- Famílias decidiram pela cremação dos restos mortais.
- Cinzas serão usadas para plantar cinco árvores no BioParque de Guarulhos.
- Acidente ocorreu em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira.
- Velório reuniu cerca de 30 mil pessoas no ginásio municipal.
A exumação ocorre às vésperas de o país relembrar os 30 anos da tragédia de 2 de março de 1996, quando o Learjet 25D que transportava os músicos colidiu contra a Serra da Cantareira, na zona norte da capital paulista. O impacto matou os cinco integrantes e membros da equipe técnica, encerrando de forma abrupta uma carreira que havia explodido em todo o território nacional.
A proposta aprovada pelas famílias prevê a cremação dos restos mortais e a utilização das cinzas como adubo para o plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério de Guarulhos. Cada árvore representará um integrante da banda, consolidando um espaço de memória permanente no município onde os músicos cresceram e iniciaram a trajetória artística.
- Exumação dos restos mortais.
- Cremação autorizada pelas famílias.
- Transformação das cinzas em adubo.
- Plantio de cinco árvores em homenagem individual.
- Criação de memorial fixo em Guarulhos.
O gesto rompe com o modelo tradicional de sepultamento e estabelece uma homenagem ligada à natureza. A escolha do local não é casual. Guarulhos foi o ponto de partida do grupo que, em menos de um ano, saiu de apresentações locais para dominar rádios, programas de televisão e palcos pelo país.

Na época do acidente, os músicos viviam o auge da carreira após o lançamento do primeiro e único álbum, que vendeu milhões de cópias. O trabalho se tornou um dos maiores sucessos comerciais da música brasileira dos anos 1990, projetando os nomes de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli em escala nacional.
| Dado | Informação |
|---|---|
| Data do acidente | 2 de março de 1996 |
| Local | Serra da Cantareira, São Paulo |
| Aeronave | Learjet 25D |
| Vítimas | 9 pessoas (banda e equipe) |
| Velório | Ginásio Paschoal Thomeu, Guarulhos |
O velório, realizado no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, reuniu cerca de 30 mil pessoas. O cortejo até o cemitério Parque das Primaveras foi acompanhado por mais de 100 mil. A despedida entrou para a história recente do país como uma das maiores manifestações públicas de luto coletivo ligadas à cultura pop.
A exumação, agora, não altera o impacto daquela comoção, mas redefine a forma como a memória será preservada. O memorial proposto transforma a homenagem em espaço físico vivo, aberto à visitação e vinculado à cidade onde a banda consolidou sua identidade.

Ao optar pelo plantio das árvores, as famílias indicam uma mudança simbólica: da pedra para a terra, do túmulo para o crescimento orgânico. A decisão ocorre em comum acordo e encerra um ciclo iniciado há quase três décadas, quando a notícia da queda da aeronave interrompeu uma trajetória meteórica.
A medida também reforça a relação entre a banda e Guarulhos, município que permanece como referência central na narrativa sobre o grupo. O espaço escolhido deverá funcionar como ponto permanente de homenagem, reunindo memória, cidade e história em um único local.
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