Karine Alves, epórter da Globo, relata racismo ao chegar aos EUA para a Copa do Mundo
A repórter Karine Alves afirmou ter passado por uma abordagem diferente na imigração dos Estados Unidos ao chegar para cobrir a Copa do Mundo de 2026. O relato levantou discussões sobre racismo e protocolos de segurança adotados no país.
A chegada de profissionais de imprensa, delegações e torcedores aos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por um forte esquema de segurança. Nesse contexto, a jornalista Karine Alves, da TV Globo, relatou ter vivido uma situação que classificou como uma abordagem diferenciada ao desembarcar no país.
Segundo a repórter, o episódio ocorreu durante os procedimentos de imigração. Ela contou que recebeu uma ordem para levantar o cabelo durante a revista e afirmou que a solicitação foi feita de forma ríspida. Em um primeiro momento, disse não ter compreendido exatamente o que estava sendo pedido, mas posteriormente atendeu à determinação.
Jornalista associou situação a relatos de outras mulheres negras
Durante participação em um programa jornalístico, Karine Alves afirmou que situações semelhantes costumam ser mencionadas por mulheres negras que entram nos Estados Unidos. A jornalista destacou ainda que colegas de trabalho que chegaram ao país não passaram pelo mesmo procedimento.
“Foi algo muito pontual, mas que outras colegas, por exemplo, não passaram por isso aqui”, relatou a jornalista ao comentar a experiência.
O tema surgiu enquanto ela conversava sobre as medidas de segurança implementadas para o Mundial. A discussão ocorreu em meio à exibição de imagens relacionadas a inspeções realizadas por autoridades americanas em aeroportos e áreas de acesso ao torneio.
Outros episódios também marcaram os dias que antecederam a abertura
A repercussão do relato ocorreu em um momento em que outras situações envolvendo controles migratórios e segurança também chamavam atenção no entorno da Copa do Mundo.
- A seleção de Senegal apareceu sendo submetida a procedimentos de revista ainda na área do aeroporto.
- A Federação Iraniana de Futebol acusou autoridades americanas de cancelarem a cota de ingressos destinada a torcedores do país.
- O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan teve a entrada barrada no Aeroporto Internacional de Miami durante verificações de antecedentes, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
O conjunto desses episódios ampliou o debate sobre os protocolos adotados pelos Estados Unidos para receber uma das maiores competições esportivas do planeta.
Copa começou sob forte esquema de segurança
A edição de 2026 da Copa do Mundo mobiliza operações de segurança em aeroportos, fronteiras, centros de treinamento e estádios espalhados pelos países-sede. O torneio começou nesta quinta-feira, com o México derrotando a África do Sul por 2 a 0 na partida de abertura.
Enquanto as atenções se voltam para os jogos, casos ocorridos fora dos gramados também passaram a ocupar espaço no noticiário. O relato de Karine Alves se soma a uma série de situações registradas nos dias que antecederam o início da competição, que continuará sendo acompanhada por autoridades, delegações, jornalistas e organizações ligadas ao futebol internacional ao longo das próximas semanas.

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