GWM lança Haval H9 2027 no Brasil por R$ 335 mil com motor turbodiesel, sete lugares e pacote tecnológico completo para disputar com Toyota SW4
SUV chinês mantém motor 2.4 diesel, tração 4x4 e supera Toyota SW4 em vendas mensais no mercado brasileiro.
A GWM decidiu acelerar sua ofensiva no segmento de SUVs grandes no Brasil e lançou oficialmente o Haval H9 2027 menos de um ano após a estreia do modelo no país. Mesmo sem mudanças profundas no visual ou na mecânica, o utilitário chega atualizado às concessionárias em uma tentativa clara de consolidar espaço em um setor tradicionalmente dominado por nomes como Toyota SW4, Chevrolet Trailblazer e Mitsubishi Pajero Sport.
O SUV segue sendo vendido em versão única por R$ 335 mil. A estratégia da fabricante chinesa é manter o pacote recheado de equipamentos e explorar um ponto que ainda pesa entre consumidores brasileiros de utilitários grandes: a combinação entre motor diesel, sete lugares e aparência robusta.
A movimentação acontece após o melhor desempenho comercial do modelo desde sua chegada ao Brasil. Em março deste ano, o Haval H9 registrou 1.170 unidades emplacadas, superando o Toyota SW4 naquele período, resultado que chamou atenção no setor automotivo porque envolve um segmento historicamente resistente à entrada de marcas chinesas.
Motor turbodiesel continua o mesmo na linha 2027
Apesar da atualização visual discreta, a GWM optou por manter intacto o conjunto mecânico do SUV. O Haval H9 continua equipado com motor 2.4 turbodiesel capaz de entregar 184 cv e 48,9 kgfm de torque.
O câmbio automático de nove marchas também foi mantido, assim como o sistema de tração 4×4 com bloqueio dos diferenciais central e traseiro. Segundo a fabricante, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 13 segundos e atinge velocidade máxima de 170 km/h.
No consumo, os números seguem os mesmos da linha anterior. O utilitário faz 9,1 km/l na cidade e 10,1 km/l em rodovias. O tanque de combustível possui capacidade para 78 litros.
Visual mudou pouco, mas pacote tecnológico continua como principal argumento
As alterações externas ficaram concentradas principalmente na grade dianteira, que agora recebe acabamento em preto fosco. Os emblemas traseiros também adotaram a mesma proposta visual. Faróis e lanternas seguem utilizando iluminação em LED.
As dimensões continuam grandes, reforçando a proposta familiar e de uso em viagens. O SUV mede 4,95 metros de comprimento, 1,98 metro de largura, 1,93 metro de altura e possui entre-eixos de 2,85 metros. O peso total é de 2.520 kg.
Por conta da altura elevada da carroceria, o modelo mantém estribo elétrico retrátil, recurso que ajuda no acesso à cabine.
- Motor 2.4 turbodiesel de 184 cv
- Torque de 48,9 kgfm
- Câmbio automático de 9 marchas
- Tração 4×4 com reduzida
- Bloqueio dos diferenciais central e traseiro
- Sete modos de condução
- Sete lugares
- Painel digital de 10,25 polegadas
- Central multimídia de 14,6 polegadas
Interior aposta em conforto e equipamentos de SUVs premium
Na cabine, a GWM continua apostando em acabamento mais sofisticado e lista ampla de equipamentos para justificar o preço acima de R$ 300 mil.
O H9 oferece painel digital de 10,25 polegadas e central multimídia de 14,6 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Os comandos de voz foram desenvolvidos em português para o mercado brasileiro.
Entre os equipamentos disponíveis estão seis airbags, carregador por indução de 50W, entradas USB-C e USB-A, sistema de som premium de 640 watts com dez alto-falantes, câmera 540 graus, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa.
Os bancos dianteiros contam com ventilação, aquecimento e função de massagem. O SUV também traz partida por botão, acendimento automático dos faróis e função de localização do veículo.
Enquanto amplia presença no Brasil, a GWM acompanha a rápida transformação do segmento de SUVs grandes, que passou a receber pressão crescente de marcas chinesas interessadas em disputar consumidores acostumados a modelos tradicionais movidos a diesel. Nos bastidores do setor, o desempenho recente do Haval H9 passou a ser visto como um sinal de que o domínio histórico das fabricantes japonesas pode enfrentar concorrência mais intensa nos próximos anos.
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