Como se inscrever nas 243 vagas de brigadistas do Governo de SP, quem pode participar e onde ficam as unidades como Parque Estadual do Juquery, Cantareira e Campos do Jordão
O Governo de São Paulo abriu 243 vagas temporárias para brigadistas que vão atuar na prevenção e no combate a incêndios florestais em Unidades de Conservação espalhadas por todas as regiões do estado, com salários que variam de R$ 2.431,50 a R$ 4.052,50 e inscrições gratuitas até 11 de março.
A contratação será feita pela Fundação Florestal e integra as ações da Operação São Paulo Sem Fogo, programa voltado ao manejo integrado do fogo e à ampliação da capacidade de resposta durante o período mais crítico do ano, entre abril e novembro, quando a combinação de tempo seco e calor transforma qualquer faísca em dor de cabeça coletiva.
Além do salário, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-refeição, auxílio-alimentação, vale-transporte, auxílio-creche quando aplicável, seguro de vida e pagamento de diárias em caso de deslocamento. O contrato terá duração estimada de seis meses, justamente o intervalo em que o risco de incêndios aumenta nas áreas protegidas.
Dois níveis de contratação
O edital prevê duas categorias, com exigências e atribuições distintas.
- Brigadista Nível II: salário de R$ 2.431,50, sem exigência de escolaridade mínima formal, mas com CNH categoria B obrigatória. A jornada será de 12 horas de trabalho por 36 de descanso.
- Brigadista Nível III: salário de R$ 4.052,50, exigência de ensino médio completo ou superior e CNH categoria C. A jornada poderá ser 12×36 ou 5×2.
Entre as funções do Nível II estão ações preventivas, abertura e manutenção de aceiros, monitoramento de áreas estratégicas, apoio logístico, atividades de educação ambiental e condução de veículos leves compatíveis com a função. Já o Nível III poderá coordenar equipes, dirigir caminhões-pipa e veículos operacionais, executar ações técnicas de manejo do fogo e atuar diretamente no combate às chamas em articulação com outros órgãos públicos.
Sem prova escrita, mas com teste físico
O processo seletivo não terá prova escrita, o que deve atrair candidatos que preferem trocar a caneta por equipamento de campo. A seleção será dividida em duas etapas.
Na primeira, os candidatos passam pelo Teste de Aptidão Física, que avalia resistência e capacidade cardiorrespiratória, e pelo Teste de Habilidade com Ferramentas Agrícolas, voltado à resistência muscular e à habilidade operacional. A segunda etapa é o Curso de Formação de Brigada, com 32 horas-aula semanais, reunindo atividades teóricas e práticas.
A lógica é simples: antes de enfrentar o fogo, é preciso provar que o fôlego está em dia e que a enxada não vai virar peso morto no meio da trilha.
Atuação em todo o estado
As vagas estão distribuídas por Unidades de Conservação na capital e no interior, incluindo municípios como Águas de Santa Bárbara, Angatuba, Assis, Atibaia, Bananal, Batatais, Bauru, Campos do Jordão, Cotia, Cruzeiro, Franco da Rocha, Gália, Ilhabela, Itapetininga, Itapeva, Itirapina, Luiz Antônio, Manduri, Mogi Guaçu, Nova Independência, Pedregulho, Piracicaba, Presidente Venceslau, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Rita do Passa Quatro, São Bento do Sapucaí, São José do Rio Preto, São Simão e Teodoro Sampaio.
Entre as áreas contempladas estão parques estaduais, estações ecológicas, florestas estaduais, estações experimentais e monumentos naturais. Cada candidato poderá se inscrever para apenas uma vaga, vinculada a uma Unidade de Conservação específica.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente de forma online (neste link) até 11 de março de 2026, e a expectativa é que os selecionados iniciem as atividades em abril, já dentro do calendário considerado mais sensível para ocorrência de incêndios no estado.
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