Android 16 pode trazer nova tecnologia que reduz o consumo de bateria ao tocar músicas e vídeos
O Android 16 está em desenvolvimento com foco em melhorias no desempenho e menor uso de energia, especialmente durante a reprodução de vídeos e músicas. A mudança está ligada à forma como os codecs de mídia são processados dentro do sistema operacional. Desde o Android 7.0, os codecs funcionam em processos separados, em uma estrutura conhecida como “sandboxed”, que visa proteger o sistema contra arquivos maliciosos.
Pontos Principais:
- Android 16 pode adotar tecnologia que roda codecs diretamente no processo do app.
- Modelo tradicional sandboxed será substituído por sistema memory safe.
- Codificação em Rust reduz uso da CPU e melhora a eficiência energética.
- Reprodução de arquivos AAC pode exigir até 50% menos processamento.
Esse modelo, embora seguro, exige que o sistema realize diversas chamadas entre processos por meio do Binder, mecanismo de comunicação interno do Android. Essa operação resulta em maior carga sobre a CPU e aumento do consumo de bateria durante a execução de conteúdos multimídia, como músicas em formato AAC ou vídeos em serviços de streaming.
Com o Android 16 Beta 3.2, uma nova abordagem começou a aparecer no código-fonte. O sistema menciona um novo método de segurança denominado “SECURITY_MODEL_MEMORY_SAFE”, que substituiria a estrutura em sandbox. Nesse novo formato, os codecs passam a ser executados diretamente dentro do processo do aplicativo, reduzindo o número de chamadas entre processos e, consequentemente, diminuindo o gasto energético.
A mudança, no entanto, exige uma reestruturação completa dos codecs, que precisarão ser reescritos em Rust. Essa linguagem de programação tem se destacado por oferecer maior segurança de memória e melhor eficiência, evitando falhas comuns em linguagens como C ou C++. Para o Android, o uso do Rust permitirá reduzir os ciclos de CPU em até 50% durante a reprodução de arquivos AAC.
O Google apresentou esse novo modelo de tratamento de mídia durante o evento Mainline Summit em 2023, mas apenas agora ele começa a surgir de forma prática dentro das versões beta do sistema. Ainda assim, por enquanto, o Android 16 continua utilizando o modelo em sandbox como padrão, até que os fornecedores de codecs finalizem a reescrita necessária.
Essa transição pode levar algum tempo, já que cada fornecedor de hardware e software precisa adaptar seus próprios pacotes de codecs para funcionar com o novo padrão. Apesar disso, o Google já moveu todo o desenvolvimento do Android para seu ambiente interno, o que deve acelerar a adoção da nova tecnologia nos próximos anos.
Outras melhorias também estão previstas para o Android 16. Além da eficiência energética, o sistema deve contar com novos recursos como gravação de conteúdo em monitores externos e a possibilidade de deixar o ícone da bateria mais colorido. Há ainda menções a um modo de proteção para celulares perdidos ou roubados, reforçando o foco em segurança do sistema.
O novo Android também deve trazer mudanças na experiência do usuário em aparelhos Pixel, já que a versão Beta 3.2 já está sendo testada em dispositivos como Pixel 6 e Pixel 6 Pro. Outras fabricantes como a Xiaomi já iniciaram testes com o Android 16, incorporando o HyperOS 2 para alguns modelos.
O Google também pretende liberar, ainda com o Android 16, o desbloqueio do aparelho com a tela desligada, ampliando as opções de acessibilidade e segurança. A expectativa é que, ao final do ciclo de testes, o sistema ofereça uma integração mais otimizada entre desempenho, segurança e economia de energia.
Fonte: Ajudandroid e Tudocelular.
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