Ana Castela mostrou a nova RAM e especialistas revelaram um detalhe que pode gerar multa
A RAM 3500 exibida por Ana Castela nas redes sociais virou alvo de análise após especialistas apontarem possíveis irregularidades em rodas, pneus, luzes e suspensão.
A customização de veículos de grande porte voltou ao centro do debate após a divulgação das alterações realizadas na RAM 3500 da cantora Ana Castela. A picape apareceu em vídeos publicados nas redes sociais com suspensão elevada, conjunto de rodas e pneus ampliado, iluminação adicional e diversos elementos visuais que chamaram a atenção de especialistas em legislação de trânsito.
As imagens foram registradas após a passagem do veículo por uma oficina especializada em Luziânia, em Goiás. O caso ganhou repercussão porque a picape foi vista circulando em vias públicas, situação que muda completamente a análise jurídica e administrativa sobre as modificações realizadas.
O que diz a legislação sobre alterações em veículos
Segundo especialistas consultados pela reportagem original, a legislação brasileira não impede que um proprietário personalize seu veículo. O ponto central está na forma como essas alterações são realizadas e na regularização exigida para que o automóvel possa circular legalmente.
A mudança de características originais depende de autorização prévia, inspeção técnica, emissão de documentos específicos e atualização das informações no registro do veículo.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece que alterações em características de fábrica exigem autorização da autoridade competente. Dependendo da modificação, também são necessários laudos técnicos, inspeções de segurança e emissão do Certificado de Segurança Veicular.
No caso da suspensão elevada, por exemplo, a alteração pode ser permitida, desde que siga os procedimentos determinados pelos órgãos de trânsito e seja registrada oficialmente.
Rodas e pneus chamaram atenção de especialistas
As imagens da picape mostraram rodas e pneus projetados para fora dos limites da carroceria. Esse foi um dos pontos mais questionados pelos especialistas ouvidos.
A legislação determina que os pneus permaneçam protegidos pelos para-lamas. A regra existe para reduzir riscos de lançamento de pedras, água, lama e outros resíduos contra veículos, motociclistas, ciclistas e pedestres.
- Pneus devem permanecer cobertos pelos para-lamas;
- Alterações exigem compatibilidade com normas de segurança;
- Em alguns projetos são utilizados alargadores ou extensões dos para-lamas;
- A situação depende da forma de instalação e da regularização documental.
Segundo os especialistas, quando o conjunto ultrapassa os limites da carroceria sem proteção adequada, pode haver incompatibilidade com os requisitos exigidos para circulação em vias públicas.
Luzes decorativas também entram na análise
Outro elemento observado nas imagens foi a presença de iluminação colorida instalada na grade frontal e em áreas inferiores da picape.
As normas brasileiras possuem regras específicas para equipamentos luminosos. O objetivo é manter um padrão visual que permita a identificação rápida das intenções dos motoristas por outros condutores, pedestres e agentes de fiscalização.
Determinadas cores e posições de iluminação podem ser consideradas incompatíveis com os sistemas oficiais de sinalização previstos na regulamentação nacional. A avaliação depende das características do equipamento e da forma como ele é utilizado.
Infrações podem gerar multa e retenção do veículo
Caso uma irregularidade seja constatada durante fiscalização, as consequências podem incluir penalidades administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
| Infração grave | Multa de R$ 195,23 |
| Pontuação | 5 pontos na CNH |
| Fiscalização | Retenção para regularização |
Dependendo da situação encontrada pelos agentes, o veículo também pode enfrentar restrições em processos de vistoria e licenciamento. Em casos considerados mais graves, a legislação prevê medidas administrativas até que a regularização seja concluída.
Segundo a G1, a assessoria de Ana Castela foi procurada para esclarecer se as modificações exibidas na RAM 3500 passaram pelos procedimentos exigidos pela legislação. Até o momento citado na reportagem, não havia manifestação sobre o tema. O Detran de Goiás também recebeu questionamentos relacionados à situação do veículo e aos critérios de fiscalização aplicáveis ao caso, sem resposta divulgada até então.

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