Ovni no Paraná: Luciano Tigre, especialista que investigou o local, relata como foi a experiência
A investigação sobre o suposto OVNI visto em Campo Largo ganhou novo capítulo após um pesquisador visitar a área indicada nas gravações. O relato inclui análises do terreno, tentativa de descartar explicações comuns e experiências que ele afirma não conseguir explicar.
O suposto avistamento de um objeto luminoso em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, continua produzindo desdobramentos mesmo após o posicionamento das autoridades aeronáuticas. Desta vez, a atenção se voltou para uma expedição realizada por um pesquisador que decidiu percorrer a área apontada nas gravações para verificar pessoalmente as hipóteses levantadas por internautas.
Antes de ir ao local, ele afirma ter analisado vídeos, posição do Sol, direção das sombras e referências geográficas para confirmar a área observada durante o registro das luzes. A partir desse trabalho, concluiu que o ponto mostrado nas imagens correspondia a uma região de mata fechada cercada por paredões rochosos e áreas de difícil acesso.
Região é formada por mata nativa e encostas rochosas
Segundo o relato, a área visitada apresenta características pouco comuns para quem não conhece a região. O terreno é marcado por encostas areníticas elevadas, paredões que chegam a dezenas de metros de altura e uma extensa faixa de vegetação preservada.
O pesquisador afirma que precisou atravessar trechos considerados difíceis para alcançar o topo de uma formação rochosa de onde seria possível observar o local indicado nas gravações. Durante a caminhada, encontrou fendas profundas na rocha e pontos que classificou como perigosos para visitantes sem experiência em ambientes naturais.
A principal intenção da visita era verificar explicações levantadas nas redes sociais, como drones, balões iluminados, equipamentos agrícolas ou outras fontes de luz que pudessem justificar o que apareceu nos vídeos.
Análise buscava descartar hipóteses comuns
De acordo com o relato, a expedição começou com uma postura cética. Ele afirma que procurou avaliar alternativas frequentemente mencionadas quando surgem casos semelhantes.
- Drones agrícolas
- Balões iluminados
- Equipamentos utilizados em propriedades rurais
- Eventos realizados na região
- Fontes convencionais de iluminação
Após chegar ao ponto observado nas imagens, ele disse ter concluído que a distância, o relevo e a vegetação dificultariam algumas das hipóteses levantadas por usuários das redes sociais.
Sensações relatadas durante a visita chamaram atenção
A parte mais comentada do depoimento envolve experiências que o próprio investigador afirma não conseguir explicar. Segundo ele, as percepções começaram ao se aproximar de uma das grandes fendas encontradas na formação rochosa.
Ele relata ter sentido uma vibração semelhante a uma frequência metálica, além de uma sensação persistente que teria continuado mesmo após deixar o local. Também afirmou ter percebido alterações na forma como interpretava o ambiente ao redor, descrevendo mudanças na sensação térmica e na percepção de áreas consideradas mais seguras durante a caminhada.
Em outro trecho, declarou ter ouvido algo semelhante a um nome pronunciado de forma metálica, experiência que classificou como difícil de interpretar. O pesquisador reconhece que se trata de uma percepção pessoal e afirma não possuir elementos que permitam explicar o que ocorreu.
Debate continua sem resposta definitiva
Durante a visita, ele também registrou imagens do paredão e da área onde acredita que as luzes teriam aparecido. Segundo sua interpretação, o objeto observado nas gravações estaria posicionado acima da copa das árvores e abaixo da linha superior da formação rochosa visível no horizonte.
O relato inclui ainda a observação de áreas com árvores queimadas e descrições de sensações físicas incomuns durante a permanência no local. Entre elas, alterações na percepção de calor e frio, sensação de tranquilidade intensa e dificuldade para dormir após retornar da expedição.
Embora tenha relatado experiências incomuns, o pesquisador não apresentou evidências materiais que permitam confirmar a natureza do fenômeno observado originalmente. O caso segue cercado por diferentes interpretações, desde explicações naturais até hipóteses ainda não esclarecidas.
Enquanto o debate continua nas redes sociais, a área de Campo Largo permanece no centro das discussões sobre o episódio, que ganhou repercussão nacional após os vídeos das luzes serem divulgados, a FAB informar que não identificou objetos desconhecidos nos radares da região e novos relatos surgirem a partir da visita realizada no local indicado pelas gravações.

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