Copa 2026 leva Receita a fechar shoppings do Brás; operação mira camisetas da Seleção Brasileira, eletrônicos e cigarros ilegais
A Receita Federal interditou dois shoppings do Brás em operação contra produtos falsificados. A ação atinge cerca de 2 mil lojas no Centro de São Paulo.
A Receita Federal interditou temporariamente dois grandes centros comerciais do Brás, na região central de São Paulo, em uma operação voltada ao combate de produtos falsificados e mercadorias irregulares. A ação atingiu o Shopping 25 Brás e o Stunt, que juntos concentram cerca de 2 mil lojas voltadas principalmente ao comércio popular e atacadista.
Os dois espaços permanecerão fechados por pelo menos duas semanas enquanto auditores realizam fiscalização detalhada nos estoques e documentos apresentados pelos comerciantes.
A operação começou na manhã desta segunda-feira (18) e mobilizou fiscais da Receita Federal em uma das áreas comerciais mais movimentadas da capital paulista, conhecida pela venda em grande escala de roupas, eletrônicos, acessórios e produtos importados.
Camisas da Copa estão entre os alvos
Segundo a auditora fiscal Fernanda Avendanha, a fiscalização concentra esforços principalmente em mercadorias ligadas ao período da Copa do Mundo, especialmente camisetas de seleções e itens esportivos suspeitos de falsificação.
Além disso, os agentes também procuram cigarros eletrônicos e eletrônicos importados sem regularização fiscal.
O foco é o combate à mercadoria falsificada, principalmente produtos ligados ao esporte por conta da época de Copa, afirmou a auditora da Receita Federal.
Os fiscais vão analisar documentos fiscais, origem dos produtos e regularidade das importações feitas pelos lojistas instalados nos dois centros comerciais.
Lojas ficam fechadas durante fiscalização
A Receita informou que os shoppings deverão permanecer interditados durante o período da operação. Funcionários chegaram aos estabelecimentos normalmente durante a manhã, mas encontraram os acessos bloqueados pelos fiscais.
Apesar da movimentação intensa e da correria registrada no início da ação, a operação ocorreu sem confronto.
Os lojistas que apresentarem notas fiscais e documentação considerada regular terão as mercadorias liberadas. Já os produtos sem comprovação poderão ser apreendidos ao longo da fiscalização.
Mesmo nos casos de apreensão inicial, os comerciantes ainda terão oportunidade de apresentar documentação posteriormente para tentar recuperar os itens retidos.
Fiscalização deve durar pelo menos duas semanas
A Receita Federal informou que as apreensões ocorrerão gradualmente ao longo da operação, que deve durar ao menos 14 dias.
| Shopping | Situação |
|---|---|
| Shopping 25 Brás | Interditado temporariamente |
| Stunt | Interditado temporariamente |
Os dois centros comerciais são conhecidos pelo grande fluxo de compradores vindos de diferentes estados do país, principalmente comerciantes de atacado que buscam mercadorias para revenda, revelou o G1.
Entidade do Brás defende combate à pirataria
A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) informou que não possui associados instalados nos dois shoppings atingidos pela operação, mas declarou apoio às ações contra comércio irregular.
Segundo o vice-presidente da entidade, Lauro Pimenta, o combate à pirataria ajuda a estimular a concorrência considerada legal dentro do setor têxtil e de moda nacional.
A fiscalização acontece em meio ao aumento da procura por produtos ligados à Copa do Mundo e ao crescimento das operações de controle sobre mercadorias importadas e eletrônicos vendidos em polos comerciais populares de São Paulo.
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