Goleiro Bruno voltou para a prisão após série de descumprimentos e decisão expõe detalhes ignorados por 3 anos
O ex-goleiro Bruno Fernandes voltou ao sistema prisional após a Justiça do Rio de Janeiro concluir que ele descumpriu condições básicas impostas para permanecer em liberdade condicional. A decisão menciona viagens sem autorização, falta de atualização de endereço e descumprimento de regras de recolhimento noturno, o que levou a Vara de Execuções Penais a revogar o benefício concedido em 2023.
O goleiro Bruno Fernandes voltou a ser preso após a Justiça do Rio de Janeiro entender que ele descumpriu uma série de condições impostas para manter o benefício do livramento condicional. O ex-jogador do Flamengo foi localizado na noite de quinta-feira, 7 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, depois de aproximadamente dois meses considerado foragido.
A nova ordem de prisão havia sido expedida em março pela Vara de Execuções Penais. Segundo o processo, o Ministério Público e a Justiça apontaram violações sucessivas das obrigações impostas para que Bruno pudesse cumprir o restante da pena fora do sistema penitenciário.
Nesta sexta-feira, 8 de maio, ele foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Viagens sem autorização e falhas no cumprimento das regras pesaram na decisão
De acordo com a decisão judicial, um dos principais episódios ocorreu em fevereiro deste ano, quando Bruno viajou ao Acre para atuar pelo Vasco-AC sem autorização prévia da Justiça.
Além disso, a Vara de Execuções Penais afirmou que o ex-goleiro deixou de retornar ao regime semiaberto quando determinado judicialmente. O Ministério Público também citou outras situações consideradas incompatíveis com o benefício concedido.
Entre os pontos listados pela Justiça estão:
- falta de atualização do endereço residencial por cerca de três anos;
- descumprimento de horários de recolhimento noturno;
- viagens não autorizadas para outros estados;
- frequência em locais considerados incompatíveis com as condições impostas.
Um dos episódios mencionados no processo envolve uma ida ao Maracanã em fevereiro deste ano. Também foram registradas viagens para Minas Gerais sem autorização judicial.
“As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido”, afirmou o magistrado responsável pela decisão.
A Justiça destacou ainda que Bruno tinha pleno conhecimento das regras impostas e não poderia alegar desconhecimento das restrições previstas no livramento condicional.
Entenda como funciona o livramento condicional
O livramento condicional é um benefício previsto na legislação penal para presos que cumprem determinados requisitos legais e apresentam comportamento considerado adequado durante o cumprimento da pena.
Na prática, o condenado pode permanecer fora do sistema prisional desde que siga uma série de exigências definidas pela Justiça.
Entre as obrigações normalmente impostas estão:
- manter endereço atualizado;
- não sair do estado sem autorização;
- comparecer periodicamente à Justiça;
- respeitar horários de recolhimento;
- não frequentar determinados ambientes.
O descumprimento dessas condições pode levar à revogação imediata do benefício, como ocorreu no caso do ex-goleiro.
Prisão ocorreu após ação conjunta das polícias do Rio e de Minas
Segundo a Polícia Militar, Bruno foi encontrado no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia. Os agentes afirmaram que ele não resistiu à abordagem e colaborou durante toda a operação.
Inicialmente, o ex-jogador foi encaminhado para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia. Depois, o caso seguiu para a 127ª DP, em Búzios, responsável pelos procedimentos legais relacionados à captura.
A operação contou com troca de informações entre os setores de inteligência das polícias militares do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
Caso Eliza Samudio segue marcando trajetória do ex-jogador
Bruno Fernandes foi condenado pelo assassinato da modelo Eliza Samudio, desaparecida em 2010. O ex-goleiro recebeu pena superior a 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
A investigação concluiu que Eliza foi morta após cobrar de Bruno o reconhecimento da paternidade de Bruninho Samudio, atualmente ligado às categorias de base do Botafogo.
| Marco do caso | Data |
|---|---|
| Desaparecimento de Eliza Samudio | 2010 |
| Progressão ao semiaberto | 2019 |
| Livramento condicional | Janeiro de 2023 |
| Nova prisão | Maio de 2026 |
Segundo o G1, a defesa do ex-goleiro informou que pretende recorrer da decisão judicial e afirmou que os episódios citados seriam resultado de interpretações equivocadas sobre as condições impostas pela Justiça.
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