Vacina contra chikungunya em SP: quem pode tomar agora e o que muda na estratégia do governo
A ampliação da vacinação contra chikungunya em São Paulo marca uma nova fase no enfrentamento da doença, com aplicação já iniciada em Bady Bassitt e foco em adultos de 18 a 59 anos nas unidades públicas de saúde.
O Governo de São Paulo iniciou nesta quarta-feira, 22/04/2026, uma nova fase da vacinação contra a chikungunya com a ampliação da estratégia no município de Bady Bassitt, localizado na região de São José do Rio Preto. A medida segue o modelo adotado anteriormente em Mirassol, que marcou o início da aplicação do imunizante no país.
A vacina passou a ser disponibilizada gratuitamente nas unidades de saúde da cidade, que tem cerca de 29 mil habitantes. A campanha é direcionada à população entre 18 e 59 anos, conforme diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde.
Vacina já tem aprovação internacional
A imunização contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em abril de 2025. Além do Brasil, o produto também recebeu autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia, o que amplia sua validação em escala global.
Estudos clínicos indicam que a vacina apresenta boa tolerabilidade, com efeitos adversos classificados majoritariamente como leves ou moderados. Os testes também apontaram resposta imunológica após dose única, característica que facilita a logística de aplicação.
A estratégia atual prioriza municípios com critérios epidemiológicos definidos, incluindo incidência da doença, capacidade operacional e perfil populacional.
Resultados iniciais e expansão
Na fase piloto realizada em Mirassol, iniciada em fevereiro, foram aplicadas 5.415 doses até 21/04/2026. A experiência serviu como base para a expansão da vacinação para outros municípios.
A primeira etapa do projeto contemplou 10 cidades em quatro estados brasileiros, selecionadas com base em indicadores de risco e viabilidade de implementação rápida do imunizante.
- Municípios escolhidos por critérios epidemiológicos
- Aplicação gratuita pelo SUS
- Foco inicial em adultos de 18 a 59 anos
- Estratégia baseada em projeto piloto
Segurança e acompanhamento
Ensaios clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos demonstraram eficácia relevante. Nos estudos conduzidos em território norte-americano, aproximadamente 99% dos voluntários apresentaram produção de anticorpos neutralizantes.
O Instituto Butantan será responsável pelo monitoramento da efetividade da vacina em condições reais, comparando a incidência da doença entre indivíduos vacinados e não vacinados nas cidades participantes.
Há contraindicações previstas em bula, incluindo pessoas imunodeficientes, imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com histórico de hipersensibilidade a componentes da fórmula.
Doença segue com registros no estado
A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor responsável por dengue e Zika. Os sintomas incluem febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos.
Em 2025, o estado de São Paulo registrou 7.952 casos confirmados e sete mortes. Em 2026, até 21/04, já foram contabilizados 616 casos e dois óbitos.
| Ano | Casos | Óbitos |
| 2025 | 7.952 | 7 |
| 2026 (até 21/04) | 616 | 2 |
Segundo a Agenciasp, a Secretaria de Estado da Saúde orienta que a população procure atendimento ao apresentar sintomas como febre e dores articulares. O acompanhamento dos dados da vacinação e da evolução da doença seguirá sendo realizado nos municípios incluídos na estratégia, com novos desdobramentos previstos conforme a ampliação do programa.
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