Túnel Santos–Guarujá promete travessia em 5 minutos e muda rotina de quem enfrenta até 1 hora de estrada
O Governo de São Paulo assinou em 28 de janeiro de 2026 o contrato para construir o primeiro túnel submerso do Brasil entre Santos e Guarujá, reduzindo a travessia a cinco minutos e encerrando uma espera de quase cem anos por ligação direta sob o canal do porto. O acordo, formalizado no Palácio dos Bandeirantes, consolida investimento estimado em R$ 6,8 bilhões e estabelece prazo de conclusão para 2031, com obras previstas para começar ainda em 2026.

- Contrato assinado em 28 de janeiro de 2026 para construção do primeiro túnel submerso do Brasil.
- Investimento estimado em R$ 6,8 bilhões com conclusão prevista para 2031.
- Estrutura terá 870 metros sob o canal e três faixas por sentido.
- Leilão vencido pela Mota-Engil com desconto de 0,5% na contraprestação.
- Travessia entre Santos e Guarujá deve cair para 5 minutos.
Quem depende da travessia conhece o roteiro: fila para a balsa, desvio de quase 40 quilômetros ou congestionamento que consome o relógio. A nova conexão subterrânea surge como resposta prática a uma demanda histórica de moradores, trabalhadores portuários e empresários que convivem com o gargalo logístico entre as duas margens do maior porto da América Latina, o Porto de Santos.
O projeto será executado por meio de Parceria Público-Privada com o grupo português Mota-Engil, vencedor do leilão realizado na B3 em setembro de 2025. A empresa ofereceu desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública anual máxima de R$ 438,3 milhões, assumindo construção, operação e manutenção por 30 anos.
| Item | Dado Principal |
|---|---|
| Investimento estimado | R$ 6,8 bilhões |
| Extensão submersa | 870 metros |
| Faixas por sentido | 3 |
| Prazo de conclusão | 2031 |
| Empregos previstos | Até 9 mil |
Serão 870 metros sob o canal portuário, com três faixas de rolamento em cada sentido, passagem para pedestres, ciclistas e galeria técnica de serviços. A técnica prevê a fabricação de módulos de concreto em doca específica, que depois serão transportados e imersos no leito do canal, formando a estrutura submersa.
A licença ambiental prévia já foi concedida pela Cetesb, após análise de impactos em manguezais, fauna, flora, ruídos e desapropriações. O documento estabelece condicionantes que precisarão ser cumpridas antes do início das intervenções mais profundas. A próxima etapa envolve definir a área para construção da doca onde os módulos serão produzidos.
O cronograma oficial estabelece marcos claros:
- 2026: início das obras preparatórias.
- 2027: início da produção dos módulos de concreto.
- Até 2030: montagem da estrutura imersa.
- 2031: entrega e início da operação.
Além da promessa de mobilidade, o governo projeta geração de até 5 mil empregos diretos na fase inicial e cerca de 9 mil postos entre diretos e indiretos ao longo da execução. A expectativa é de impacto relevante na logística portuária e no fluxo turístico da Baixada Santista, região que concentra aproximadamente 2 milhões de habitantes.
Para quem vive em Santos e trabalha no Guarujá — ou o contrário — o ganho mais imediato não será estatístico, mas cotidiano. Cinco minutos representam menos combustível gasto, menos imprevisibilidade no deslocamento e mais previsibilidade na rotina. A obra, debatida desde o início do século passado, entra agora na fase concreta, com contrato assinado e cronograma definido.
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