São Paulo foi apontada como a cidade mais feliz da América Latina no Happy City Index 2026; RJ ficou fora do ranking
A capital paulista apareceu na 161ª posição mundial e superou cidades como Nova York, Pequim e Xangai no ranking internacional.
São Paulo apareceu em 2026 como a cidade mais feliz da América Latina em um dos principais rankings internacionais de qualidade de vida urbana. O levantamento Happy City Index analisou 251 cidades ao redor do mundo e colocou a capital paulista na 161ª posição global, à frente de metrópoles como Nova York, Pequim e Xangai.
O estudo considera indicadores ligados a qualidade de vida, sustentabilidade, saúde pública, mobilidade, educação, economia e participação social. Entre as cidades brasileiras, apenas Curitiba e Belo Horizonte também conseguiram entrar na lista. O Rio de Janeiro ficou fora do ranking.
A presença de São Paulo chamou atenção porque a capital costuma aparecer associada a trânsito intenso, desigualdade urbana e custo elevado de vida. Ainda assim, o índice avaliou que a cidade mantém desempenho relevante em áreas consideradas estratégicas para bem-estar urbano e resiliência econômica.
Ranking analisou 64 indicadores em seis áreas diferentes
O Happy City Index distribuiu sua metodologia em seis grandes categorias:
- Cidadãos
- Governança
- Meio ambiente
- Economia
- Saúde
- Mobilidade
Ao todo, o levantamento utilizou 64 indicadores com pesos diferentes. Alguns critérios tiveram influência maior na pontuação final, como expectativa de vida, acesso ao ensino superior, presença de universidades reconhecidas internacionalmente, participação eleitoral, áreas verdes por habitante e níveis de poluição do ar.
Segundo os responsáveis pelo estudo, o objetivo não é definir uma única cidade perfeita, mas identificar centros urbanos que consigam equilibrar desenvolvimento econômico, qualidade ambiental e bem-estar da população.
São Paulo ficou à frente de Nova York, Pequim e Xangai no ranking internacional de felicidade urbana.
Europa e Ásia dominaram topo da lista
As chamadas “cidades de ouro”, grupo formado pelas 50 primeiras colocadas do ranking, foram dominadas principalmente por cidades europeias e asiáticas.
Copenhague, na Dinamarca, liderou o levantamento global em 2026, seguida por Helsinque, na Finlândia, e Genebra, na Suíça.
Entre os destaques também apareceram Tóquio, Estocolmo, Zurique, Barcelona, Oslo, Viena e Amsterdã.
| Posição | Cidade | País |
|---|---|---|
| 1º | Copenhague | Dinamarca |
| 2º | Helsinque | Finlândia |
| 3º | Genebra | Suíça |
| 161º | São Paulo | Brasil |
| 197º | Curitiba | Brasil |
| 219º | Belo Horizonte | Brasil |
O levantamento também deixou de fora outras grandes metrópoles latino-americanas e globais. Cidade do México, Nova Delhi e Rio de Janeiro não aparecem entre as cidades avaliadas.
São Paulo já vinha acumulando destaque internacional
A capital paulista tem aparecido com frequência em rankings urbanos internacionais nos últimos anos. Recentemente, a cidade também foi citada em listas ligadas à vida noturna, gastronomia, inovação urbana e bairros considerados mais influentes culturalmente.
Entre os fatores que ajudam a explicar a posição de São Paulo estão o peso econômico da cidade, a ampla oferta universitária, a estrutura hospitalar e a diversidade de serviços urbanos disponíveis em escala metropolitana.
Ao mesmo tempo, especialistas apontam que rankings internacionais desse tipo costumam valorizar capacidade econômica e infraestrutura urbana mais do que percepção subjetiva individual de felicidade.
O levantamento de 2026 também atribuiu simbolicamente a 251ª posição a Kiev, capital da Ucrânia, sem pontuação comparativa, como forma de reconhecimento às dificuldades enfrentadas pela cidade em meio ao contexto de guerra.
Segundo o G1, enquanto isso, São Paulo consolidou sua melhor colocação recente em rankings globais ligados à qualidade de vida urbana e ampliou a presença brasileira em debates internacionais sobre desenvolvimento das grandes metrópoles.
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