Pesquisa em São Paulo testa força de Tarcísio e Haddad em cenário marcado por polarização
A nova pesquisa Quaest sobre a eleição para o governo de São Paulo começa a ser coletada com 1.650 entrevistas e deve revelar o nível real de competitividade entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad no cenário atual.
A primeira pesquisa Quaest de 2026 sobre a disputa pelo governo de São Paulo começou a ser realizada em 23 de abril e deve ser divulgada em 27 de abril, com 1.650 entrevistas. O levantamento, encomendado pelo Banco Genial, busca medir o cenário eleitoral no maior colégio eleitoral do país em um momento de reorganização das forças políticas.
A coleta inclui eleitores em diferentes regiões do estado e incorpora perguntas sobre intenção de voto, avaliação da atual gestão e percepção sobre temas considerados centrais para o eleitorado paulista.
Estrutura do levantamento e cenários testados
A pesquisa apresenta três cenários distintos para o primeiro turno, além de uma simulação direta de segundo turno entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad, que já se enfrentaram anteriormente na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.
- Início da coleta: 23 de abril de 2026
- Divulgação prevista: 27 de abril de 2026
- Total de entrevistados: 1.650
- Encomenda: Banco Genial
Além dos dois principais nomes, o levantamento inclui outros pré-candidatos, como Kim Kataguiri e Paulo Serra, ampliando o espectro de análise sobre a fragmentação do voto.
Como a intenção de voto é medida
O questionário começa verificando se o eleitor já definiu seu voto e, em seguida, avalia o grau de conhecimento sobre os candidatos. A partir daí, são apresentados diferentes cenários para identificar oscilações de preferência conforme a composição da disputa.
A pesquisa também mede o desejo de mudança na condução do governo, independentemente de nomes, e investiga se o eleitor prefere um candidato alinhado ao governo federal, à oposição ou sem vínculo direto
Avaliação da gestão estadual
Outro eixo central do levantamento é a avaliação do governo atual. Os entrevistados classificam a administração em categorias que vão de “ótima” a “péssima”, além de responderem se o governador deveria ou não ser reeleito.
A percepção sobre a gestão é cruzada com o tipo de informação consumida, identificando se o eleitor tem mais contato com notícias positivas ou negativas sobre o governo.
Principais temas analisados
A pesquisa também investiga quais são os problemas considerados prioritários no estado, com foco em áreas recorrentes no debate público.
- Saúde pública
- Educação
- Segurança
- Infraestrutura
As respostas ajudam a mapear o ambiente eleitoral e indicam quais pautas tendem a influenciar a decisão do eleitor ao longo da campanha.
Relação com o cenário nacional
O levantamento inclui ainda perguntas sobre a eleição presidencial, medindo a familiaridade com pré-candidatos e testando cenários de primeiro e segundo turno. Também são avaliadas a aprovação do governo federal e a percepção sobre lideranças políticas.
Segundo a Veja, esse cruzamento permite observar como a polarização nacional entre grupos políticos se reflete no estado de São Paulo, especialmente em uma disputa que tende a reproduzir o alinhamento entre campos políticos já consolidados.
A pesquisa também analisa a corrida ao Senado, medindo o conhecimento e a intenção de voto em nomes como André do Prado, Baleia Rossi, Guilherme Derrite, José Aníbal, Márcio França, Marina Silva, Pablo Marçal, Ricardo Salles e Simone Tebet.
Com a divulgação prevista para 27 de abril, os dados devem influenciar diretamente a definição de estratégias dos pré-candidatos e partidos, em um cenário ainda aberto e sujeito a rearranjos conforme novas rodadas de pesquisa avancem nas próximas semanas.
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