Itaú fechou contas de Deolane Bezerra após detectar movimentações suspeitas e saque milionário entrou no radar
O Itaú encerrou contas de Deolane Bezerra e empresas ligadas à influenciadora após identificar movimentações consideradas suspeitas em análises internas.
A investigação que colocou a influenciadora e advogada Deolane Bezerra no centro de uma operação contra lavagem de dinheiro ganhou um novo elemento após a revelação de que o Itaú encerrou unilateralmente todas as contas bancárias ligadas à empresária, familiares e empresas associadas a ela.
Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste e pelo site Poder360, o banco classificou o caso como um “ecossistema de movimentações suspeitas” depois de análises internas envolvendo operações financeiras consideradas incompatíveis com o perfil declarado das contas monitoradas.
A decisão teria sido tomada em janeiro de 2024, após o surgimento de uma série de alertas internos conhecidos no sistema financeiro como “red flags”, expressão usada para identificar sinais de possível irregularidade em transações bancárias.
Tentativa de saque de R$ 1 milhão ampliou monitoramento
Entre os episódios citados pela investigação está uma tentativa de saque de R$ 1 milhão em dinheiro vivo realizada por Dayanne Bezerra Santos, irmã da influenciadora, em novembro de 2023.
Segundo o relatório policial mencionado na apuração, o banco impediu a operação e intensificou o monitoramento sobre contas ligadas à família e empresas associadas a Deolane.
Os investigadores afirmam que operações semelhantes passaram a chamar atenção por ocorrerem de forma recorrente.
O Itaú informou que mantém “rígidos controles de prevenção à lavagem de dinheiro”, mas não comentou detalhes específicos do caso por causa do sigilo bancário.
A investigação também aponta que o encerramento das contas foi mantido até janeiro de 2026. Deolane tentou reverter judicialmente a medida, mas a primeira instância decidiu favoravelmente ao banco ao considerar que existiam “causas concretas” para o fechamento dos vínculos bancários.
Polícia investiga ligação com esquema de lavagem ligado ao PCC
Deolane foi presa durante a Operação Vérnix, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Segundo os investigadores, a operação teve origem após a apreensão de bilhetes manuscritos dentro de uma penitenciária em Presidente Venceslau, no interior paulista. Os documentos mencionavam uma “mulher da transportadora” ligada a movimentações financeiras investigadas pelas autoridades.
A partir disso, a polícia passou a rastrear empresas de logística suspeitas de atuar como fachada para ocultação e circulação de recursos ligados à facção criminosa.
- Investigação aponta depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil
- Mais de R$ 1 milhão teria sido recebido entre 2018 e 2021
- Transferências para empresas ligadas à influenciadora somariam R$ 716 mil
- Justiça determinou bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane
Segundo os relatórios policiais, os investigadores afirmam não ter encontrado documentação considerada suficiente para justificar parte dos valores como honorários advocatícios ou prestação regular de serviços.
Defesa diz que atividades são lícitas
Os advogados de Deolane Bezerra classificaram a prisão preventiva como “desproporcional” e sustentam que a influenciadora possui “absoluta inocência” nas acusações apresentadas até agora.
A defesa afirma que todas as atividades profissionais e movimentações financeiras da empresária seriam lícitas e declaradas regularmente. Os representantes da influenciadora também afirmaram que continuarão colaborando com a Justiça durante o andamento do processo.
Nos últimos dias, o caso ganhou repercussão nacional após reportagens apontarem que Deolane também vinha sendo monitorada durante uma temporada em Roma, na Itália, em ação acompanhada pela Interpol e por autoridades brasileiras, revelou Revistaoeste.
Enquanto a investigação avança, promotores e policiais continuam analisando dados bancários, mensagens apreendidas, empresas registradas em nome de investigados e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades declaradas oficialmente.
Leia mais em Polícia
Últimas novidades



















