Flávio Bolsonaro ou Lula? Nova pesquisa Genial/Quaest mostra chance de reeleição presidencial em 2026
A nova pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança da corrida presidencial de 2026 com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 29%.
A disputa presidencial de 2026 ganhou novos contornos com a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que aponta liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas intenções de voto para o primeiro turno e vantagem em todos os cenários testados para a segunda etapa da eleição.
Realizado entre os dias 5 e 8 de junho, o levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais e traz um retrato atualizado do cenário político nacional em meio ao avanço das articulações para a sucessão presidencial.
Quaest mostra Lula na liderança e vantagem em todos os cenários de segundo turno
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na primeira posição da corrida eleitoral de 2026. Segundo o levantamento, o petista aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 29%.
A distância de dez pontos entre os dois principais nomes da disputa marca o principal destaque da pesquisa. O resultado também representa o primeiro retrato divulgado pelo instituto após acontecimentos políticos que dominaram o debate público nas últimas semanas.
Como ficou o cenário de primeiro turno
Além dos dois líderes da disputa, outros possíveis candidatos aparecem com percentuais mais baixos.
| Candidato | Intenções de voto |
|---|---|
| Lula (PT) | 39% |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 29% |
| Renan Santos (Missão) | 3% |
| Ronaldo Caiado (PSD) | 3% |
| Aécio Neves (PSDB) | 2% |
| Romeu Zema (Novo) | 2% |
| Augusto Cury (Avante) | 1% |
| Joaquim Barbosa (DC) | 1% |
| Samara Martins (UP) | 1% |
Os indecisos somam 10%, enquanto 9% afirmaram votar em branco, anular ou não comparecer às urnas.
Lula lidera em todos os cenários de segundo turno
A pesquisa também simulou quatro disputas de segundo turno. Em todas elas, Lula aparece à frente dos adversários testados.
No confronto contra Flávio Bolsonaro, o presidente registra 44% das intenções de voto, enquanto o senador aparece com 38%.
Contra Romeu Zema, Lula alcança 45% diante de 35% do ex-governador mineiro. O mesmo percentual é registrado pelo presidente diante de Ronaldo Caiado, que também aparece com 35%.
No cenário contra Renan Santos, a vantagem é ainda maior. Lula soma 45%, enquanto o candidato da Missão registra 31%.
Avaliação do governo mostra empate técnico
A pesquisa também mediu a aprovação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os números configuram empate técnico.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada em abril, houve pequena melhora para o governo. Na ocasião, a aprovação era de 46%, enquanto a desaprovação atingia 49%.
O que explica a melhora nos indicadores
Segundo a análise apresentada pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, três fatores ajudam a explicar o desempenho mais favorável ao governo.
- Impactos da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda;
- Resultados do novo programa Desenrola;
- Maior circulação de notícias positivas relacionadas à administração federal.
A pesquisa também aponta mudanças na percepção econômica dos entrevistados. O percentual de pessoas que afirmam possuir muitas dívidas caiu de 28% para 23%, enquanto aqueles que dizem não ter dívidas chegou a 30%.
Percepção sobre o governo segue dividida
Quando questionados sobre as notícias relacionadas ao governo, 40% afirmaram ter visto mais informações negativas do que positivas. Outros 34% disseram ter acompanhado mais notícias favoráveis.
Já na avaliação geral da gestão federal, 38% classificam o governo como negativo, 34% como positivo e 26% como regular.
Com a campanha eleitoral ainda distante do período oficial, os números mostram um cenário de liderança consolidada de Lula, mas também revelam um eleitorado dividido em relação à avaliação do governo, indicando que a disputa presidencial de 2026 continua aberta a novos movimentos políticos nos próximos meses.

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