Elektro flagra 2 adegas e restaurante com gato de energia em Caieiras; 3 vão parar na delegacia
Neoenergia Elektro e as Polícias Militar e Civil flagraram, na quinta-feira (22), duas adegas e um restaurante em Caieiras com adulteração no sistema de medição de energia, e três responsáveis foram conduzidos à delegacia. Segundo a empresa, o volume desviado seria suficiente para abastecer 810 residências por um mês.

Quem mora em Caieiras sabe: quando a conta pesa no fim do mês, não é só o bolso que sente — é a rotina. O chuveiro, a geladeira, o fogão elétrico improvisado, a luz da sala que fica acesa até tarde porque alguém ainda está trabalhando. Por isso, quando a notícia fala em energia “sumindo” antes de chegar ao medidor, o assunto deixa de ser abstrato: vira conversa de esquina, de grupo de bairro, de fila de mercado.
- Operação em Caieiras apontou adulteração no sistema de medição em duas adegas e um restaurante.
- Três responsáveis foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil para registro do caso.
- Neoenergia estimou que o desvio abasteceria 810 residências por um mês.
- Comunicado cita o artigo 155 do Código Penal e menciona pena de até oito anos.
- Empresa relatou casos em Santa Cruz das Palmeiras e Tambaú, com quatro presos e estimativa de 2,9 mil casas/mês.
- Canais informados incluem 0800 701 01 02, WhatsApp (19) 2122-1696 e neoenergia.com/sp.
A ação aconteceu depois de uma sequência de análises feitas pela própria Neoenergia Elektro, que informou ter compartilhado os dados com a Polícia Militar. A partir disso, a companhia afirma que foi comprovada a adulteração do sistema de medição nas duas adegas e no restaurante. Não se trata, portanto, de um “erro de leitura” ou divergência comum: a palavra usada pela empresa é adulteração, e o caso foi parar na delegacia.
⚡ O que aconteceu na operação
A operação descrita pela Neoenergia foi conjunta, com participação das Polícias Militar e Civil de São Paulo. Os estabelecimentos foram localizados em Caieiras, e três pessoas apontadas como responsáveis foram levadas para a Delegacia de Polícia Civil do município para os procedimentos de registro.
O dado que dá a dimensão do caso — e que costuma grudar na cabeça — é o cálculo divulgado pela empresa: a energia furtada, segundo a estimativa, abasteceria 810 residências por um mês. É um número que transforma o problema em imagem mental: um bairro inteiro acendendo as luzes todas as noites, sem que isso apareça no sistema de cobrança.
🧾 Por que isso vira caso de polícia
No Brasil, furto de energia não é “malandragem” nem “jeitinho”: é crime. A própria Neoenergia cita o enquadramento no artigo 155 do Código Penal e afirma que a pena para o responsável por irregularidades como fraude, furto ou adulteração de medidor pode chegar a oito anos de reclusão.
Há também um efeito colateral que costuma passar batido: quando existe ligação clandestina ou manipulação do sistema, a rede pode operar fora do padrão e aumentar riscos. Em linguagem de rua: pode dar ruim de verdade, inclusive com a comunidade em volta pagando o preço — seja em transtorno, seja em perigo.
🧭 Como denunciar sem se expor
A Neoenergia afirma que denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura. Os canais divulgados são:
- Telefone 0800 701 01 02
- WhatsApp (19) 2122-1696
- Site www.neoenergia.com/sp
🗺️ Outros flagrantes citados pela Neoenergia nesta semana
O caso de Caieiras não aparece isolado no comunicado. A empresa também relata que, no começo da semana, uma ação chamada Operação Linha Direta, da Polícia Civil de São Paulo com apoio da Neoenergia, flagrou irregularidades em Santa Cruz das Palmeiras e Tambaú. Segundo o texto, foram identificados dois estabelecimentos do tipo padaria, além de um posto de combustíveis e um supermercado, com quatro pessoas presas.
A estimativa divulgada para esse segundo conjunto de ocorrências é ainda maior: a energia furtada nesses municípios abasteceria 2,9 mil residências por um mês.
| Cidade(s) | Estabelecimentos citados | Pessoas levadas/presas | Estimativa de energia desviada | Data/Referência |
|---|---|---|---|---|
| Caieiras | 2 adegas e 1 restaurante | 3 conduzidas à delegacia | 810 residências por 1 mês | 22/01/2026 (quinta-feira) |
| Santa Cruz das Palmeiras e Tambaú | 2 padarias, 1 posto e 1 supermercado | 4 presas | 2,9 mil residências por 1 mês | “Início da semana” (segundo a empresa) |
🔎 O que fica depois do flagrante
A cena final costuma ser menos cinematográfica do que o imaginário sugere: documento, fotos, lacre, viatura, assinatura. Mas o impacto social é barulhento. Quando a distribuidora diz que houve adulteração em comércios, a sensação imediata na cidade é de injustiça prática: alguém driblou o sistema enquanto muita gente conta moedas para manter a conta em dia.
A partir daqui, o caso segue o rito policial: registro, apuração e encaminhamentos. E, para o morador que lê a notícia no celular, sobra uma conclusão difícil de engolir, mas simples de entender: energia não é invisível. Quando é desviada, alguém inevitavelmente paga essa conta — nem que seja em forma de risco, transtorno e desconfiança circulando pelo bairro.
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