Eduardo Bolsonaro nega proposta contra o Pix e contesta interpretação de entrevista sobre sistema dos EUA
Eduardo Bolsonaro negou ter defendido a substituição do Pix pelo Zelle após repercussão de entrevista. A declaração gerou debate político e novo embate com veículos de imprensa.
A comparação entre o Pix e o sistema americano Zelle colocou Eduardo Bolsonaro no centro de uma nova controvérsia política. Após a ampla repercussão de uma entrevista concedida ao TCM News, o ex-deputado federal afirmou que jamais sugeriu substituir o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos por uma ferramenta utilizada nos Estados Unidos.
A reação ocorreu depois que trechos de sua fala passaram a circular nas redes sociais e em reportagens que interpretaram a declaração como uma defesa da adoção do Zelle no lugar do Pix. Eduardo respondeu publicamente e afirmou que houve distorção do conteúdo apresentado durante a entrevista.
Comparação com sistema americano gerou interpretações divergentes
O episódio começou quando Eduardo comentou a possibilidade de negociações entre Brasil e Estados Unidos diante das ameaças de novas tarifas comerciais anunciadas pelo governo americano.
Durante a entrevista, ele afirmou que os Estados Unidos possuem mecanismos semelhantes ao Pix e citou o Zelle como exemplo. Segundo o ex-deputado, essa semelhança poderia ser utilizada pelo governo brasileiro em eventuais negociações para rebater críticas relacionadas ao sistema de pagamentos nacional.
“Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como o Zelle. O Pix dos EUA é o Zelle”, afirmou durante a entrevista.
A declaração passou a ser interpretada por parte dos críticos como uma defesa da substituição do Pix. A repercussão ganhou força rapidamente nas plataformas digitais e impulsionou uma série de comentários políticos.
Eduardo cobra correção de reportagens
Em vídeo divulgado após a repercussão, Eduardo Bolsonaro contestou diretamente manchetes que apontavam uma suposta sugestão de troca do sistema brasileiro pelo americano.
Segundo ele, não existe qualquer registro em vídeo que sustente essa interpretação. O ex-deputado afirmou que nunca defendeu o abandono do Pix e exigiu que os veículos responsáveis pelas publicações apresentassem provas da alegação.
Ele também declarou que o Pix continuará existindo sem cobrança de taxas e associou sua criação ao governo de Jair Bolsonaro, embora o desenvolvimento do sistema tenha começado ainda em 2018, sob coordenação técnica do Banco Central.
- O desenvolvimento do Pix começou em maio de 2018.
- A marca Pix foi lançada oficialmente em fevereiro de 2020.
- O sistema entrou em funcionamento para a população em novembro de 2020.
- O projeto foi conduzido pelo Banco Central.
Discussão envolve tarifas e relação com os Estados Unidos
Na mesma entrevista, Eduardo Bolsonaro relacionou o tema à política comercial entre Brasil e Estados Unidos. Ele afirmou que representantes ligados ao seu grupo político solicitaram aos americanos que eventuais medidas de retaliação comercial fossem adiadas até depois das eleições brasileiras.
Segundo o ex-deputado, uma eventual mudança de governo poderia alterar as diretrizes da política externa e econômica do país.
Ao comentar o cenário internacional, Eduardo também acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar tensões com os Estados Unidos e classificou a condução diplomática atual como prejudicial para a relação bilateral.
Pix segue no centro do debate político
O episódio mostra como o Pix continua sendo um dos temas mais sensíveis do debate público brasileiro. Além de seu impacto econômico e financeiro, o sistema se transformou em ativo político disputado por diferentes grupos desde sua implantação.
Enquanto críticos apontam tentativas de apropriação política da ferramenta, aliados de diferentes correntes seguem utilizando o tema como argumento em discussões sobre economia, tecnologia e soberania financeira.
Segundo Gazetadopovo, a controvérsia envolvendo Eduardo Bolsonaro permanece em destaque nas redes sociais e ocorre em meio ao aumento das discussões sobre comércio internacional, eleições presidenciais e relações entre Brasil e Estados Unidos, temas que devem continuar ocupando espaço relevante no debate político ao longo de 2026.












