Como o Muralha Paulista identificou foragidos no jogo do Corinthians e levou torcedores direto para a prisão
Polícia de São Paulo prendeu quatro procurados da Justiça durante Corinthians x Atlético-MG após alerta do Muralha Paulista na compra dos ingressos.
A partida entre Corinthians e Atlético-MG, disputada no domingo na Neo Química Arena, terminou com quatro pessoas presas após serem identificadas pelo programa Muralha Paulista, sistema de monitoramento usado pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo para localizar procurados da Justiça em eventos de grande circulação.
Segundo a Polícia Militar, oito pessoas com mandados de prisão em aberto foram detectadas ainda no processo de compra dos ingressos para o confronto em Itaquera, na zona leste da capital. Apenas quatro delas compareceram ao estádio e acabaram abordadas pelas equipes do 2º Batalhão de Polícia de Choque, responsável pelo policiamento da partida.
O cruzamento de informações ocorreu por meio do reconhecimento facial integrado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão. Assim que os torcedores passaram pelos acessos da arena, o sistema emitiu alertas automáticos para as equipes posicionadas dentro e fora do estádio.
Prisões ocorreram em diferentes setores da arena
As abordagens aconteceram em áreas distintas da Neo Química Arena, incluindo setores destinados ao público geral e espaços operacionais usados durante o evento. De acordo com a polícia, os mandados identificados envolviam casos de pensão alimentícia e crimes de trânsito.
Após a confirmação das identidades, os envolvidos foram levados ao Posto de Comando montado dentro do estádio para o cumprimento das ordens judiciais. A operação ocorreu sem interrupções na partida.
O caso reforçou o avanço do uso de reconhecimento facial em eventos esportivos no estado. O sistema faz parte de uma parceria entre o governo paulista e clubes de futebol para ampliar o monitoramento em estádios e reduzir riscos de violência, além de localizar foragidos.
Desde o início da implantação da tecnologia nos estádios paulistas, ao menos 317 procurados da Justiça foram capturados, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública.
Como funciona o Muralha Paulista
O Muralha Paulista opera por meio de uma rede integrada de câmeras e sensores conectados a bancos de dados estaduais e nacionais. O programa reúne equipamentos de leitura de placas, reconhecimento facial e monitoramento em tempo real espalhados em áreas públicas e privadas.
- As câmeras fazem cruzamento automático com o Banco Nacional de Mandados de Prisão
- O sistema emite alertas instantâneos para equipes policiais em operação
- A tecnologia também é usada para localizar veículos roubados e pessoas desaparecidas
- Leitores de placas ajudam no rastreamento de rotas de fuga e movimentações suspeitas
Além das operações em estádios, o programa vem sendo utilizado em terminais de transporte, grandes eventos e vias monitoradas pela polícia paulista. A proposta do governo é ampliar gradualmente a cobertura do sistema em áreas de grande circulação na capital e no interior, revelou a Agenciasp.
A Secretaria da Segurança Pública afirma que a integração entre câmeras públicas e privadas ampliou a capacidade de resposta das equipes operacionais e reduziu o tempo de identificação de suspeitos durante ações em locais com grande concentração de pessoas.
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