Casal é investigado por suspeita de furto de bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena
Um bilhete premiado de R$ 29 milhões da Mega-Sena virou alvo de investigação em Mato Grosso após suspeita de furto dentro de uma casa lotérica.
Um casal é investigado pela suspeita de furtar um bilhete premiado da Mega-Sena em Sinop, no Mato Grosso, caso ligado ao sorteio realizado em 12 de agosto de 2023, quando o prêmio principal passou de R$ 116,2 milhões e foi dividido entre quatro apostas vencedoras.
Cada aposta ganhadora recebeu R$ 29 milhões, uma delas registrada em Fortaleza, no Ceará, outra em Uberaba, em Minas Gerais, e duas feitas na mesma casa lotérica de Sinop, cidade localizada a cerca de 480 quilômetros de Cuiabá.
A investigação envolve Clarice Simon Picoli e Cladecir José Picoli, apontados pelo Ministério Público como suspeitos de furto qualificado por abuso de confiança e concurso de pessoas, denúncia que foi aceita e passou a tramitar na Justiça estadual de Mato Grosso.
Clarice trabalhava na casa lotérica onde uma cliente fez a aposta premiada, no dia do sorteio ela teria atendido a apostadora e imprimido um bilhete com defeito, depois refez o jogo corretamente para a consumidora e guardou o bilhete com erro no cofre, procedimento usado para recolhimento posterior pela matriz.
Dois dias depois, imagens de câmeras internas registraram Clarice abrindo o cofre e retirando o bilhete com defeito, em seguida ela teria pedido a uma colega que cobrisse seu turno, alegando que precisava resolver problemas na Caixa Econômica Federal, e deixou o local de trabalho.
No dia seguinte, Clarice voltou à lotérica acompanhada do marido, Cladecir, pediu demissão e afirmou que ele seria um dos ganhadores do prêmio principal da Mega-Sena.
A suspeita levou os responsáveis pela lotérica a verificarem as imagens de monitoramento, quando constataram que o bilhete havia sido retirado do cofre, e no fim de setembro de 2023 um dos sócios da empresa ligou para o casal, ouvindo de Cladecir que ele seria o dono legítimo do prêmio.
A defesa tentou levar o processo para a Justiça Federal, argumentando que o pagamento do prêmio seria feito pela Caixa e, por isso, haveria interesse da União no caso.
O pedido foi negado pelo ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, que manteve o processo na Justiça estadual, ao entender que o prejuízo direto e imediato recai sobre a casa lotérica, não sobre a União.
O ministro também rejeitou a suspensão da ação penal, pedida enquanto se discutia na esfera cível a titularidade do bilhete, afirmando que, para o direito penal, basta haver certeza de que o objeto não pertencia aos acusados no momento da subtração.
Segundo o UOL, o caso continua sob investigação na Justiça estadual de Mato Grosso, com a denúncia centrada no furto do bilhete guardado no cofre da lotérica e na disputa sobre quem tinha direito ao prêmio de R$ 29 milhões.












