BYD Dolphin Mini quase autônomo: marca reage à queda nas vendas e eleva nível do hatch elétrico na China
O BYD Dolphin Mini passou por uma atualização profunda na China e ganhou recursos que antes apareciam apenas em carros muito mais caros. O hatch elétrico recebeu radar LiDAR, novos sistemas de condução assistida, mais equipamentos de segurança e autonomia de até 405 km no ciclo chinês.
Conhecido na China como Seagull, o BYD Dolphin Mini acaba de estrear a linha 2026 com mudanças importantes em tecnologia, segurança e conectividade. O hatch elétrico ganhou um pacote avançado de assistência à condução e passou a incorporar equipamentos que raramente aparecem em carros compactos de entrada.
A principal novidade está no sistema chamado “God’s Eye B”, nome comercial utilizado pela BYD para o pacote DiPilot 300. O conjunto adiciona um sensor LiDAR instalado sobre o teto do veículo, tecnologia normalmente associada a modelos premium e sistemas de condução semiautônoma mais sofisticados.
Com isso, o hatch elétrico passa a oferecer recursos de navegação assistida em ambiente urbano, leitura inteligente de semáforos, respostas automáticas em rotatórias e capacidade de desvio de obstáculos durante o trânsito.
BYD reage após perder espaço para concorrentes chinesas
A atualização acontece em meio ao aumento da concorrência no mercado chinês de elétricos compactos. O Dolphin Mini chegou a registrar mais de 34 mil unidades vendidas em abril do ano passado, mas perdeu ritmo nos meses seguintes.
A retração coincidiu com o crescimento do Geely EX2, que assumiu a liderança do segmento na China em 2025. Além disso, fabricantes como Leapmotor e Arcfox começaram a pressionar ainda mais o mercado de elétricos urbanos.
A estratégia da BYD agora passa por elevar rapidamente o conteúdo tecnológico até nos modelos mais baratos da marca.
O movimento também mostra como a guerra tecnológica entre montadoras chinesas está acelerando a chegada de sistemas avançados de assistência à condução em categorias antes consideradas básicas.
Dolphin Mini ganhou novos equipamentos e mais conforto
Além da condução assistida, a linha 2026 recebeu diversas melhorias internas e novos equipamentos de conveniência.
- Central multimídia DiLink 150 com tela de 12,8 polegadas
- Carregador de celular sem fio de 50W
- Banco do motorista com ajuste elétrico em seis posições
- Aquecimento dos bancos dianteiros
- Ar-condicionado automático
- Chave NFC via celular
- Função V2L para alimentar aparelhos externos
Na segurança, o hatch também passou a oferecer monitoramento de fadiga do motorista, frenagem automática de emergência, alerta de colisão dianteira e traseira, câmera panorâmica e gravador de percurso com cinco câmeras.
Externamente, as mudanças foram discretas. O modelo ganhou novas rodas de 16 polegadas, lanternas atualizadas e novas opções de pintura.
Autonomia segue em até 405 km no ciclo chinês
Apesar dos rumores sobre possível aumento para mais de 500 km de alcance, a BYD manteve o conjunto mecânico já conhecido. O hatch continua equipado com motor elétrico de 75 cv e 135 Nm de torque.
As baterias seguem em duas capacidades:
| Bateria | Autonomia CLTC |
| 30,08 kWh | 305 km |
| 38,88 kWh | 405 km |
A versão com bateria de 38,88 kWh é justamente a utilizada atualmente no mercado brasileiro.
Brasil pode receber parte das novidades futuramente
Ainda não existe confirmação oficial sobre a chegada das novas tecnologias ao Dolphin Mini vendido no Brasil. Mesmo assim, a atualização chinesa indica o caminho que a BYD pretende seguir globalmente.
O hatch se tornou peça central da expansão da marca em vários mercados e já aparece entre os carros mais vendidos do Brasil. Em abril, o modelo alcançou a sexta posição no ranking geral nacional, superando carros tradicionais como Hyundai HB20.
Segundo a QuatroRodas, a pressão crescente de concorrentes chineses pode acelerar a adoção de novos equipamentos também nas versões brasileiras, especialmente sistemas avançados de assistência e conectividade embarcada.
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