Abel Ferreira pressionado: torcida organizada transforma derrota na Libertadores em protesto público
A derrota do Palmeiras para o Cerro Porteño aumentou a pressão sobre Abel Ferreira e provocou reação dura da Mancha Verde, que pediu a saída do treinador.
A derrota do Palmeiras por 1 a 0 para o Cerro Porteño, no Allianz Parque, pela fase de grupos da Copa Libertadores, abriu uma das maiores crises políticas e esportivas do clube desde a chegada de Abel Ferreira. Horas depois do resultado, a Mancha Verde publicou um manifesto contundente nas redes sociais pedindo a saída do treinador português e ampliando a cobrança sobre a diretoria comandada por Leila Pereira.
O texto divulgado pela principal torcida organizada do clube não poupou críticas ao desempenho da equipe, ao comportamento de Abel Ferreira fora de campo e à montagem do elenco feita pelo diretor de futebol Anderson Barros. A publicação rapidamente ganhou repercussão entre torcedores nas redes sociais e colocou ainda mais pressão sobre um ambiente que vinha sendo sustentado pelos resultados recentes no Campeonato Brasileiro.
Manifesto aponta “time sem alma” e futebol pobre
Na nota publicada após a derrota pela Libertadores, a Mancha Verde afirmou que o Palmeiras vive uma “miragem” nos últimos anos e acusou o clube de mascarar problemas estruturais com campanhas consistentes em pontos corridos e títulos estaduais.
“O Palmeiras não joga bola há muito tempo. A diferença é que antes os resultados escondiam a bagunça”, afirmou a organizada.
Entre os principais pontos criticados estão a falta de criatividade ofensiva, excesso de cruzamentos, jogadores atuando fora de posição e ausência de intensidade em campo. O texto ainda define o atual Palmeiras como um time “sem jogada, sem liderança e sem alma”, mesmo contando com um elenco considerado caro e competitivo financeiramente.
A cobrança também recaiu sobre o comportamento de Abel Ferreira. A organizada criticou as expulsões recentes do treinador, o tom adotado nas entrevistas coletivas e as reclamações frequentes envolvendo arbitragem, calendário e gramados.
Leila Pereira e Anderson Barros também viram alvo
O manifesto não ficou restrito ao treinador. A presidente Leila Pereira foi acusada pela torcida organizada de priorizar marketing e discursos públicos enquanto o desempenho esportivo cairia em jogos decisivos.
Segundo o texto, o clube teria perdido competitividade nas partidas de maior peso mesmo mantendo estabilidade financeira e investimentos elevados. A publicação também citou diretamente Anderson Barros, responsabilizando o dirigente pela montagem do elenco atual.
- Torcida reclama da falta de laterais confiáveis
- Cobrança envolve ausência de um meia criativo
- Banco de reservas foi apontado como insuficiente
- Planejamento para temporada longa virou alvo
A crítica acontece em um momento delicado da temporada. Apesar da liderança do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras perdeu a invencibilidade na Libertadores e adiou a classificação às oitavas de final da competição continental.
Pressão cresce mesmo com boa campanha no Brasileiro
O cenário expõe uma divisão crescente entre desempenho numérico e percepção de campo. O Palmeiras segue na parte mais alta da tabela do Brasileirão, mas parte da torcida passou a demonstrar insatisfação com o rendimento coletivo e com atuações consideradas abaixo do nível esperado para um elenco milionário.
Nos bastidores, o ambiente também ganhou tensão depois das recentes entrevistas de Abel Ferreira e da sequência de atuações irregulares em partidas decisivas. A derrota para o Cerro Porteño no Allianz Parque acabou funcionando como ponto de ruptura para um desgaste que já vinha sendo debatido internamente entre torcedores organizados e setores políticos do clube.
Segundo a CNN, a cobrança pública ocorre às vésperas de uma sequência importante da temporada, com compromissos decisivos no Campeonato Brasileiro e na Libertadores. Até o momento, a diretoria do Palmeiras não anunciou qualquer mudança na comissão técnica, enquanto Abel Ferreira segue pressionado em meio ao aumento das críticas externas e internas.
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