Corinthians: MP amplia investigação e inclui presidente do Timão entre os investigados
O Ministério Público de São Paulo incluiu o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, entre os investigados no caso que apura a contratação de uma empresa de segurança ligada a um funcionário do clube.
O Ministério Público de São Paulo ampliou a investigação que apura a contratação de uma empresa de segurança pelo Corinthians e passou a incluir o presidente do clube, Osmar Stabile, entre os investigados do procedimento criminal. O caso envolve um contrato de R$ 676,6 mil firmado com a Mega Assessoria Operacional Ltda.
A decisão representa um novo capítulo na crise administrativa que vem cercando os bastidores do clube. Segundo o documento da investigação, Stabile deverá prestar esclarecimentos diretamente aos procuradores em audiência marcada para o dia 23 de junho, às 11h15, revelou o Ge.
O foco da apuração está na contratação da empresa responsável por serviços de segurança prestados entre julho e outubro de 2025. O Ministério Público busca esclarecer as circunstâncias da contratação e a relação existente entre a empresa e funcionários ligados ao Corinthians.
Depoimento e vínculo com funcionário motivaram inclusão
De acordo com o procedimento, dois pontos levaram à inclusão de Osmar Stabile entre os investigados.
O primeiro está relacionado ao depoimento de Fábio Soares, ex-diretor administrativo do Corinthians. Segundo a investigação, ele teria informado que a contratação emergencial da empresa ocorreu por determinação do próprio presidente.
O segundo envolve Fernando José da Silva, proprietário da Mega Assessoria Operacional Ltda. A apuração identificou que ele também exercia atividades profissionais no Corinthians durante o período em que a empresa prestava serviços ao clube.
Documento apontou possível contradição
Outro elemento citado pelo Ministério Público envolve um documento encaminhado à Polícia Militar.
Segundo a investigação, em 23 de maio de 2026, Fernando José da Silva assinou um ofício solicitando escolta para a delegação corintiana em compromisso pela Conmebol Libertadores. No documento, ele se identificou como gerente operacional do Corinthians.
O fato chamou atenção dos investigadores porque diverge das informações apresentadas anteriormente pelo próprio clube ao Ministério Público. Na ocasião, o Corinthians teria informado que Fernando trabalhou na instituição apenas entre setembro e outubro de 2025.
Contrato ultrapassou R$ 676 mil
A investigação aponta que o Corinthians efetuou pagamentos à Mega Assessoria Operacional Ltda por meio de três notas fiscais.
- R$ 244.627,66;
- R$ 208.350,00;
- R$ 223.650,00.
A soma dos valores chega a R$ 676.627,66. Segundo o procedimento, os pagamentos foram realizados por serviços prestados entre julho e outubro de 2025.
De acordo com a portaria que instaurou a investigação, a empresa não possuía autorização da Polícia Federal para atuar em segurança privada e também não teria firmado contrato formal com o Corinthians.
Clube alegou contratação emergencial
Em manifestação apresentada anteriormente, o Corinthians afirmou que precisou substituir rapidamente a equipe de segurança após a invasão à presidência do clube ocorrida em 31 de maio de 2025 por apoiadores do então presidente afastado Augusto Melo.
Segundo a posição do clube, os serviços foram efetivamente realizados em diferentes estruturas do Corinthians, incluindo o Parque São Jorge, o CT Joaquim Grava e o centro de treinamento das categorias de base.
O clube também sustentou que tinha conhecimento da relação entre a empresa e o funcionário, mas entendeu que não havia conflito de interesses capaz de impedir a contratação.
O interrogatório de Osmar Stabile está marcado para 23 de junho e deverá representar uma das etapas centrais da investigação, que continua analisando documentos, contratos e depoimentos relacionados à prestação dos serviços de segurança ao Corinthians.

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