Elon Musk pode virar o primeiro trilionário da história? IPO da SpaceX revelou números que assustaram até Wall Street
A SpaceX apresentou documentos para abrir capital nos EUA e planeja captar US$ 75 bilhões, movimento que pode elevar Elon Musk ao posto de primeiro trilionário.
A decisão da SpaceX de abrir capital pela primeira vez em 24 anos colocou o mercado financeiro diante de uma das operações mais ambiciosas já registradas em Wall Street. A empresa de Elon Musk apresentou aos reguladores dos Estados Unidos um documento de centenas de páginas propondo captar cerca de US$ 75 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 376 bilhões, em uma oferta pública inicial que pode levar a companhia a uma avaliação próxima de US$ 1,75 trilhão.
O movimento transformaria imediatamente a SpaceX em uma das empresas mais valiosas do planeta, posicionando a companhia ao lado de gigantes como Apple, Microsoft, Nvidia e Alphabet. A operação também ampliaria de forma agressiva a fortuna pessoal de Musk, que atualmente controla cerca de 42% da empresa.
Com essa participação, a fatia do empresário passaria a valer algo próximo de US$ 735 bilhões apenas dentro da SpaceX. Somadas as participações na Tesla, na xAI e em outros negócios, analistas do mercado financeiro avaliam que o patrimônio líquido do empresário ultrapassaria a marca de US$ 1 trilhão.
Projeto vai além de foguetes e envolve Marte, Lua e inteligência artificial
A abertura de capital não tem como foco apenas ampliar operações comerciais de lançamento espacial. O plano descrito pela empresa envolve uma estratégia de longo prazo voltada para construção de infraestrutura fora da Terra.
Segundo os documentos apresentados aos investidores, a SpaceX pretende utilizar a nave Starship para iniciar missões não tripuladas até Marte antes de 2030. A meta declarada por Musk é desenvolver cidades autossustentáveis no planeta vermelho capazes de abrigar até um milhão de pessoas.
O plano da empresa inclui viagens espaciais, instalação de estruturas em Marte, exploração de recursos minerais em asteroides e expansão de sistemas de inteligência artificial no espaço.
A estratégia também passa pela Lua. A companhia considera o satélite natural da Terra um ponto logístico fundamental para abastecimento, armazenamento de combustível e instalação de estruturas industriais. A ideia central é reduzir custos operacionais que hoje dependem do envio constante de equipamentos a partir da Terra.
Mineração de asteroides entrou oficialmente nos planos
A documentação apresentada pela SpaceX mostra que a empresa considera economicamente viável, no futuro, explorar minerais presentes em asteroides próximos da Terra. O objetivo seria obter materiais como ouro, platina, níquel e gelo usado para geração de água e combustível.
Analistas do setor espacial afirmam que a mineração em larga escala ainda depende de décadas de avanço tecnológico e provavelmente não ocorrerá antes dos anos 2040. Mesmo assim, a proposta passou a ser tratada como parte estratégica da expansão espacial planejada pela empresa.
- Missões não tripuladas para Marte antes de 2030
- Construção de estruturas na Lua
- Exploração futura de asteroides
- Expansão de data centers espaciais para IA
- Uso de energia solar em órbita
Data centers no espaço viraram aposta da SpaceX
Outro ponto que chamou atenção no pedido de IPO envolve inteligência artificial. A empresa quer instalar supercomputadores em órbita para reduzir custos energéticos enfrentados pelos atuais centros de dados terrestres.
A proposta considera o espaço como ambiente ideal para alimentar sistemas de IA com energia solar contínua e resfriamento natural proporcionado pelo vácuo espacial. O modelo seria utilizado para treinamento de inteligência artificial em escala muito superior à atual.
A iniciativa conecta diretamente os interesses de Musk na xAI, empresa criada para disputar mercado com OpenAI, Google e outras gigantes do setor.
Empresa continua operando no prejuízo
Apesar da avaliação bilionária, a SpaceX registrou prejuízo líquido de US$ 4,94 bilhões em 2025. Os gastos elevados com desenvolvimento da Starship, expansão da constelação Starlink e investimentos em inteligência artificial pressionaram os resultados financeiros.
O próprio documento enviado aos reguladores americanos alerta investidores sobre riscos considerados extremos.
| Captação prevista | US$ 75 bilhões |
| Valor estimado da empresa | US$ 1,75 trilhão |
| Prejuízo líquido em 2025 | US$ 4,94 bilhões |
| Participação de Elon Musk | 42% |
Os documentos mencionam riscos relacionados à radiação espacial, detritos orbitais, falhas em missões, acidentes fatais e dificuldades técnicas envolvendo operações fora da Terra.
Wall Street prepara maior IPO da história
O Goldman Sachs foi escolhido como principal coordenador da operação. Caso o valor projetado seja confirmado, a SpaceX ultrapassará com folga o recorde histórico da Saudi Aramco, que levantou cerca de US$ 29,4 bilhões em sua abertura de capital em 2019.
A operação também reacendeu críticas sobre o nível de controle exercido por Musk dentro de suas empresas. A estrutura acionária proposta garante ao empresário mais de 80% do poder de voto, mesmo sem possuir a maior parte do capital da companhia.
O modelo já gerou conflitos anteriores na Tesla e no X, antigo Twitter, especialmente após decisões unilaterais envolvendo demissões em massa, mudanças estratégicas e pacotes bilionários de remuneração.
A expectativa do mercado é que as negociações das ações da SpaceX comecem na Nasdaq já no próximo mês, em uma operação que deve redefinir o tamanho das apostas financeiras ligadas à economia espacial.
Leia mais em Negócios
Últimas novidades




















