Datafolha mostra disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro e revela cenário eleitoral polarizado para 2026
A matéria está resumindo uma pesquisa do Datafolha, um dos institutos mais tradicionais do Brasil, criado em 1983 e ligado ao grupo Folha. Pesquisas desse tipo não são “previsões do futuro”. Elas são fotografias estatísticas de um momento específico. Pense em uma fotografia tirada de uma multidão: ela captura aquele instante, mas a multidão continua se movendo.
Lula aparece com 46% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial de 2026, segundo levantamento do Datafolha divulgado no sábado, 7 de março. A diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos, configurando empate técnico e indicando uma disputa potencialmente apertada caso o cenário se confirme nas urnas.

- Pesquisa Datafolha indica empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- O presidente registra 46% das intenções contra 43% do senador.
- Levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios.
- Índices de rejeição são altos: 46% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro.
- Outros nomes como Ratinho Jr. e Romeu Zema têm menor rejeição.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios brasileiros entre terça-feira e quinta-feira da última semana. Registrada no TSE sob o número BR-03715/2026, a pesquisa traz um retrato do momento político nacional e mostra um ambiente de forte polarização, com dois nomes concentrando a maior parte das preferências do eleitorado.
No cenário estimulado de primeiro turno — quando os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado — o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 38%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que soma 32%. Mais atrás aparece o governador do Paraná, Ratinho Jr., com 7%.
Em um segundo cenário testado pelo instituto, a diferença se mantém semelhante. Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, surge com 4%, distante da disputa principal.
| Cenário eleitoral | Candidato | Intenção de voto |
|---|---|---|
| Primeiro turno | Lula | 38% |
| Primeiro turno | Flávio Bolsonaro | 32% |
| Primeiro turno | Ratinho Jr. | 7% |
| Segundo turno | Lula | 46% |
| Segundo turno | Flávio Bolsonaro | 43% |
Na pesquisa espontânea — quando o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos — o presidente também aparece à frente. Lula é citado por 25% dos entrevistados, enquanto Flávio Bolsonaro tem 12%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, surge com 4%, seguido por Renan Santos com 3% e Aldo Rebelo com 2%.
📊 Rejeição elevada marca disputa
Outro dado relevante do levantamento é o índice de rejeição dos principais nomes testados. Lula é rejeitado por 46% do eleitorado, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 45%. O cenário indica que ambos têm um teto eleitoral relativamente próximo do patamar atual de apoio.
Entre outros possíveis candidatos, a rejeição é significativamente menor. Ratinho Jr. aparece com 19%, Romeu Zema tem 17% e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, registra 18%. O menor índice é do governador goiano Ronaldo Caiado, citado negativamente por 14% dos entrevistados.
🗳️ Eleição ainda aberta
A pesquisa também mostra um contingente de eleitores que ainda não definiu voto em um eventual segundo turno. No cenário entre Lula e Flávio Bolsonaro, cerca de 10% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 1% dizem não saber em quem votar.
Entre os nomes avaliados, Ratinho Jr. chama atenção por um fator específico: apesar da baixa rejeição, o governador paranaense ainda é desconhecido por 38% do eleitorado nacional. O dado indica espaço potencial para crescimento caso avance em uma candidatura nacional.
A disputa simulada envolvendo o governador paulista Tarcísio de Freitas também foi testada. Nesse cenário, Lula aparece com 45% das intenções de voto contra 42% de Tarcísio, mantendo o quadro de diferença estreita.
📉 Polarização permanece
O levantamento reforça um quadro político que vem marcando as últimas eleições presidenciais no país: a concentração das intenções de voto em dois polos principais. Mesmo com outros nomes testados, o eleitorado continua majoritariamente dividido entre os campos representados por Lula e o grupo político ligado ao sobrenome Bolsonaro.
Especialistas em comportamento eleitoral costumam observar que cenários com rejeição elevada e vantagem curta tendem a produzir campanhas mais intensas, nas quais fatores como desempenho econômico, alianças partidárias e debates públicos passam a exercer peso crescente ao longo do calendário eleitoral.
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