Cobertura Florestal Global: Brasil e Colômbia Destacam-se em Meio a Perdas Alarmantes em 2023

O mundo testemunhou a devastação de 3,7 milhões de hectares de florestas primárias, uma cifra assombrosa que equivale à destruição de aproximadamente dez campos de futebol por minuto.

Cotidiano
Publicado por Bianca Ludymila em 4/04/2024
Cobertura Florestal Global: Brasil e Colômbia Destacam-se em Meio a Perdas Alarmantes em 2023

No decorrer do ano de 2023, o mundo testemunhou a devastação de 3,7 milhões de hectares de florestas primárias, uma cifra assombrosa que equivale à destruição de aproximadamente dez campos de futebol por minuto ou a uma área comparável ao território do Butão.

Os trópicos, em particular, foram duramente atingidos por essa tragédia ambiental, com desdobramentos significativos em várias nações. Entretanto, mesmo em meio a esse cenário desolador, é possível observar alguns pontos positivos, especialmente no que diz respeito ao desempenho do Brasil e da Colômbia.

O relatório anual elaborado pelo Laboratório de Análise e Descoberta de Terras Globais (Glad), sediado na Universidade de Maryland, traz à luz essa realidade alarmante. Utilizando dados da plataforma Global Forest Watch (GFW) do World Resources Institute (WRI), o estudo oferece uma visão abrangente e atualizada da situação das florestas em todo o mundo.

O Brasil, apesar de ainda figurar no topo da lista dos países com os piores índices de desmatamento, apresentou uma redução de 36% nesse indicador, impulsionada principalmente por melhorias observadas na região amazônica. Esse fato não apenas reflete os esforços locais, mas também ressalta a importância de metas e acordos internacionais na preservação do meio ambiente.

É crucial destacar que, embora Brasil e Colômbia tenham mostrado avanços na conservação florestal, outros países enfrentaram retrocessos preocupantes em suas políticas ambientais, como é o caso da Bolívia, Laos e Nicarágua, entre outros.

No contexto brasileiro, os especialistas apontam para a necessidade de uma abordagem mais abrangente e cuidadosa em relação aos diferentes biomas do país. Enquanto a Amazônia registrou uma queda significativa de 39% no desmatamento de florestas primárias em comparação com o ano anterior, o Cerrado viu um aumento de 6%, mantendo uma tendência preocupante de crescimento ao longo dos últimos cinco anos. Além disso, o Pantanal sofreu com perdas florestais devido às devastadoras queimadas que assolaram a região.

Na Bolívia, a situação é ainda mais alarmante, com um aumento de 27% na perda de floresta primária em 2023, marcando o terceiro ano consecutivo de elevação desse índice. Esse dado é especialmente preocupante, considerando que a área florestal do país já é consideravelmente menor do que a de nações como a República Democrática do Congo e a Indonésia.

No que diz respeito às metas estabelecidas para a preservação florestal, embora o Brasil tenha conseguido reduzir a perda de florestas primárias de 43% para 30% entre 2022 e 2023, ainda enfrenta um cenário mais crítico do que o da República Democrática do Congo e da Bolívia.

O relatório também ressalta a urgência de ações mais efetivas por parte dos países signatários da Declaração dos Líderes de Glasgow, que estabelece como meta o comprometimento com a preservação ambiental até o ano de 2030. No entanto, a análise dos dados sugere uma estagnação no ritmo de perda florestal, o que coloca em risco o cumprimento desses objetivos no prazo estipulado.

Além dos trópicos, outras regiões do mundo também enfrentam desafios significativos em relação à conservação florestal. O Canadá, por exemplo, viu um aumento alarmante nos incêndios florestais, enquanto a Indonésia registrou um aumento de 27% na perda de florestas primárias, especialmente durante o fenômeno El Niño, levantando preocupações sobre a possibilidade de uma repetição da temporada de incêndios de 2015.

Diante desse panorama, é evidente que a preservação das florestas primárias continua sendo uma questão urgente e que exige ações coordenadas e eficazes em níveis local, nacional e global. O tempo para reverter essa tendência preocupante está se esgotando, e o futuro de nossos ecossistemas depende das decisões que tomarmos hoje.

*Com informações de Agência Brasil.

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