27 de janeiro: a lembrança do Holocausto volta ao centro do debate em 2026

O Dia Internacional da Lembrança do Holocausto, em 27 de janeiro, lembra a libertação de Auschwitz em 1945. Em 2026, a data reaparece como notícia porque discursos de ódio e tentativas de distorcer a história ganharam volume — e, com isso, a memória deixou de ser só cerimônia: virou uma disputa pública.

Internacional
Publicado por Bianca Ludymila em 27/01/2026
Pontos Principais:

  • 27 de janeiro marca a libertação de Auschwitz em 1945.
  • O Holocausto assassinou cerca de 6.000.000 de judeus e perseguiu outros grupos.
  • A ONU oficializou a data em 01/11/2005, com foco em memória e educação.
  • Auschwitz concentra mais de 1.100.000 mortes e virou símbolo do genocídio.
  • Negacionismo e discurso de ódio voltaram a pressionar escolas, governos e redes em 2026.
  • No Brasil, a data mobiliza eventos e debate público, incluindo recortes locais como Caieiras.

Dia Internacional da Lembrança do Holocausto
Dia Internacional da Lembrança do Holocausto

🕯️ O dia em que o mundo viu

Na manhã de 27/01/1945, quando tropas soviéticas entraram no complexo de Auschwitz-Birkenau, o mundo começou a enxergar, com provas materiais, a dimensão do crime: instalações de extermínio, registros, objetos tomados dos prisioneiros e sobreviventes no limite do corpo. No sul da Polônia, o campo se tornou símbolo por escala e por método.

📌 O que foi o Holocausto

O Holocausto foi o extermínio planejado pelo regime nazista que matou cerca de 6 milhões de judeus. Também foram perseguidos e assassinados, em diferentes políticas e contextos, romani (ciganos), pessoas com deficiência, opositores políticos, homossexuais e outras minorias. Não começou “do nada”: veio antes em leis, propaganda, expulsões e violência normalizada, até virar guetos, deportações, trabalho forçado e gás.

Memória, aqui, não é nostalgia: é evidência e responsabilidade pública.

🌍 Quando a lembrança virou compromisso global

Em 01/11/2005, a ONU aprovou a resolução que estabeleceu o 27/01 como data internacional, com um recado direto para governos e escolas: lembrar exige ensinar e enfrentar o negacionismo, a manipulação de números e a reciclagem de preconceitos como “opinião”.

  • Homenagear as vítimas.
  • Educar sobre o Holocausto.
  • Combater negacionismo e discurso de ódio.

🧾 Auschwitz em números e em impacto

No centro dessa lembrança está Auschwitz — onde, segundo o memorial, mais de 1,1 milhão de pessoas foram mortas, a maioria judeus. Quando os portões foram abertos, havia cerca de 7 mil sobreviventes no local, muitos doentes e famintos, enquanto outros prisioneiros tinham sido forçados a partir em marchas poucos dias antes. O choque entre o que ficou e o que tentaram apagar ajuda a explicar por que a data não perde peso.

Marco Data Dado associado
Libertação de Auschwitz 27/01/1945 cerca de 7.000 sobreviventes encontrados
Mortes em Auschwitz 1939–1945 mais de 1.100.000
Judeus assassinados no Holocausto 1933–1945 aprox. 6.000.000
Resolução da ONU 01/11/2005 oficializa o 27/01

📱 Por que isso virou alerta de novo

A lembrança, hoje, conversa com o noticiário de um jeito incômodo: parte do extremismo se alimenta de desinformação rápida, conteúdo “irônico” e narrativas que testam limites para ver até onde dá para mentir. O efeito é prático: quando a história vira alvo, a violência simbólica abre caminho para a violência real, porque desumanizar é o primeiro degrau.

🇧🇷 O Brasil na rota da memória

No Brasil, o 27 de janeiro costuma mobilizar cerimônias, exposições e debates em centros culturais, escolas e universidades, muitas vezes puxados por comunidades judaicas e entidades de direitos humanos. A aposta é formar repertório: reconhecer sinais cedo, diferenciar crítica política de perseguição étnica e não tratar preconceito como “polêmica”.

A reflexão também esbarra em capítulos ligados ao pós-guerra fora da Europa. Reportagens e pesquisas mostram que alguns criminosos nazistas circularam por países com identidades falsas; no noticiário local, o RNEWS mencionou Caieiras, a Companhia Melhoramentos e a presença de Josef Mengele no Brasil como gancho para discutir memória, responsabilidade e a circulação desses personagens no continente.

Com menos testemunhas diretas vivas, a tarefa de registrar arquivos e ensinar fatos ganha urgência — e isso passa por jornalismo responsável, aulas bem dadas e checagem firme quando a mentira tenta se impor como “versão alternativa”. A pauta também pressiona plataformas e autoridades: o que aparece como “debate” numa tela pode ser, na prática, a normalização lenta do intolerável.

Leia mais em Internacional

Trump joga bomba tarifária no Brasil e deixa Norte e Nordeste à beira do colapso econômico
Internacional
Mesmo antes de as sobretaxas entrarem oficialmente em vigor, pequenos produtores do Piauí já enfrentam prejuízos com a queda nos preços do mel. A taxação de 50% anunciada...
Bukele muda regras do jogo: El Salvador aprova reeleição sem limite e fim do segundo turno
Internacional
No mesmo dia em que foi proposta, a reforma constitucional que muda o sistema eleitoral de El Salvador foi aprovada pela Assembleia Legislativa sob domínio de Nayib Bukele. A...
Diogo Jota morre em acidente na Espanha ao lado do irmão André Silva
Internacional
Diogo Jota e seu irmão André Silva morreram após acidente com Lamborghini na Espanha. Pneu estourou durante ultrapassagem, e o carro incendiou com os dois...
P. Diddy é julgado nos EUA por tráfico sexual, estupro e agressões em série denunciadas por dezenas de vítimas
Internacional
O julgamento de Sean "Diddy" Combs teve início com a seleção do júri nos EUA, onde o rapper enfrenta acusações severas como tráfico sexual, conspiração de extorsão e...
“Discrimina pessoas trans” afirma juíza sobre política de passaportes dos EUA
Política
Uma juíza federal suspendeu a aplicação da política de Trump que impede pessoas trans de atualizarem o gênero em passaportes, beneficiando seis autores da ação movida em...
Papa Francisco deixa hospital após 38 dias internado e retorna ao Vaticano
Internacional
O Papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, após 38 dias internado para tratar uma pneumonia bilateral. Aos 88 anos, ele apareceu na sacada do hospital antes de sair e...

Últimas novidades

Quadrinhos brasileiros deixaram de ser “gibi” e viraram ferramenta educacional nas escolas e bibliotecas
Educação
A “virada” dos quadrinhos brasileiros, de leitura tratada como distração para recurso reconhecido em sala de aula, tem menos mistério do que parece. Ela é fruto de três...
UBS Lago Azul em Franco da Rocha vira alvo de queixas por estrutura precária e falta de medicamentos, dizem moradores
Franco da Rocha
Quem chega cedo para tentar encaixe ou garantir senha descreve um cenário conhecido em equipamentos públicos que ficaram para trás na fila da manutenção: metal desgastado,...
Subprefeitura leva serviços à UBS Santa Inês em Caieiras nesta terça-feira (03) a partir das 9h
Caieiras
A Subprefeitura atende moradores na UBS Santa Inês, em Caieiras, nesta terça-feira (03/02), a partir das 9h, com protocolo, abertura de processos, solicitações,...
Lei do retrovisor em 2026: prazos do Contran e a troca que pode virar multa no CTB hoje mesmo
Automóveis
Um retrovisor trincado vira roteiro conhecido: oficina cheia, peça paralela mais barata e a dúvida se a fiscalização pega. O registro de 14/01/2026 às 16:42, atualizado em...
Cata-Treco começa nesta semana em Caieiras e passa por seis bairros até 05/02
Caieiras
O Cata-Treco começa a circular por Caieiras entre 02/02 e 05/02, com recolhimento programado nos bairros Portal das Laranjeiras, Residencial Sítio Caieiras, Parque Industrial...
Horóscopo do dia 01/02: Lua Cheia em Leão acende emoções; Aquário pede escolhas reais
Entretenimento
Agora, a anatomia do mapa de hoje (posições planetárias em zodíaco tropical, referência de efemérides): Sol em Aquário (14°), Lua em Leão (2°), Mercúrio em Aquário...

Jornal Fala Regional

Nosso objetivo é levar conteúdo de forma clara, sem amarras e de forma independente a todos. Atendemos pelo jornal impresso as cidades de Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato, Mairiporã e Cajamar, toda sexta-feira nas bancas. Pela internet o acesso é gratuito e disponível a todos a qualquer momento, do mundo inteiro.

Vamos Bater um Papo?