Você transporta seu pet do jeito certo? Erros comuns no carro podem gerar multa e colocar cães e gatos em risco
Viajar com cães e gatos exige cuidados específicos para garantir segurança, conforto e cumprimento das regras de trânsito. Especialistas alertam para riscos de transportar animais soltos.
Com a presença cada vez maior de cães e gatos na rotina das famílias brasileiras, as viagens de carro acompanhadas por animais de estimação se tornaram parte da realidade de milhões de pessoas. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) e do Instituto Pet Brasil apontam que o país já possui cerca de 160 milhões de pets, o equivalente a uma média de 2,2 animais por residência.
O crescimento dessa convivência também aumentou a preocupação com a forma correta de transportar os animais. Especialistas alertam que o pet nunca deve viajar solto dentro do veículo, independentemente da distância percorrida.
Escolha do equipamento depende do porte do animal
O primeiro passo para uma viagem segura é selecionar o sistema de transporte adequado ao tamanho do pet.
Animais de pequeno porte costumam se adaptar melhor às caixas rígidas de transporte. Além de proporcionarem proteção, elas funcionam como um ambiente mais confortável e familiar para cães e gatos durante o deslocamento. Essas caixas devem permanecer presas ao cinto de segurança do veículo.
Já os animais maiores exigem cintos automotivos específicos para pets. O equipamento precisa ser utilizado em conjunto com peitorais apropriados e nunca preso diretamente ao pescoço do animal.
- Caixas rígidas são recomendadas para cães e gatos menores.
- Cintos automotivos devem ser usados com peitoral.
- Animais não devem viajar soltos no interior do veículo.
- O banco traseiro é considerado o local mais seguro.
- Equipamentos devem ser fixados adequadamente.
Segundo especialistas, produtos com costuras reforçadas, mosquetões metálicos resistentes e materiais semelhantes aos utilizados em cintos automotivos oferecem maior segurança.
Planejamento faz diferença em viagens longas

Para quem pretende percorrer longas distâncias, alguns cuidados ajudam a reduzir o estresse dos animais.
Uma recomendação comum é evitar alimentação imediatamente antes da viagem. Um período curto de jejum pode diminuir episódios de enjoo durante o trajeto.
Também é importante programar paradas regulares. Em geral, especialistas recomendam interrupções a cada duas ou três horas para que o animal possa caminhar, beber água e fazer suas necessidades.
Paradas periódicas ajudam a reduzir o estresse, favorecem a hidratação e tornam o trajeto mais confortável para cães e gatos.
Outra orientação envolve a adaptação gradual. Animais que não estão acostumados a andar de carro podem se beneficiar de pequenos trajetos antes de uma viagem mais longa.
Remédios sem orientação veterinária representam risco
O uso de medicamentos para acalmar os pets durante viagens exige atenção. Veterinários alertam que a automedicação pode trazer consequências graves.
Sedativos administrados sem prescrição podem provocar alterações na pressão arterial e comprometer a capacidade do animal de regular a temperatura corporal, situação que se torna ainda mais delicada dentro de veículos fechados.
Nos casos de ansiedade ou estresse persistente, a recomendação é procurar orientação profissional para avaliar alternativas adequadas.
Infrações previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro
Além das questões relacionadas à segurança, o transporte inadequado de animais pode resultar em penalidades previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro.
| Situação | Penalidade |
|---|---|
| Animal com parte do corpo para fora do veículo | Infração grave, multa de R$ 195,23 e 5 pontos |
| Animal no colo ou entre braços e pernas do motorista | Infração média, multa de R$ 130,16 e 4 pontos |
| Animal solto causando distração ao condutor | Infração leve, multa de R$ 88,38 e 3 pontos |
Uma das imagens mais comuns nas estradas brasileiras continua sendo a do cachorro com a cabeça para fora da janela. Apesar de parecer inofensiva, a prática pode provocar lesões nos olhos, inflamações nos ouvidos e aumentar o risco de quedas ou arremessos em situações de emergência.
Especialistas também destacam que os airbags foram desenvolvidos para proteger ocupantes humanos e podem causar ferimentos graves em animais posicionados nos bancos dianteiros. Por isso, a recomendação é que cães e gatos viagem sempre no banco traseiro, utilizando sistemas adequados de contenção durante todo o percurso.
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