Você acha que perdeu seu celular para sempre? Polícia revela como está rastreando aparelhos roubados e devolvendo para donos em SP
A devolução de celulares roubados em São Paulo ganhou escala com o uso de tecnologia que cruza dados de operadoras e registros policiais, permitindo localizar aparelhos mesmo meses após o crime. O método tem elevado o número de recuperações e surpreendido vítimas.
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta segunda-feira, 27 de abril de 2026, a devolução de 383 celulares furtados ou roubados a seus proprietários. A entrega ocorreu no Palácio da Polícia Civil, na região da Luz, no centro da capital, reunindo vítimas que conseguiram reaver os aparelhos após ações de investigação e monitoramento.
A iniciativa integra o programa SP Mobile, criado em 2025, que passou a concentrar esforços no rastreamento de dispositivos com registro de crime. O sistema utiliza o cruzamento de informações entre boletins de ocorrência e dados fornecidos por operadoras de telefonia, identificando aparelhos que voltam a ser ativados mesmo após bloqueio.
Rastreamento depende do registro correto
O funcionamento da ferramenta está diretamente ligado ao registro do boletim de ocorrência com o número de IMEI, código único de identificação de cada celular. Esse dado permite à polícia localizar o aparelho e confirmar a titularidade, etapa essencial para a devolução.
Sem o IMEI informado no boletim, o rastreamento fica comprometido e reduz significativamente as chances de recuperação do dispositivo.
Uma das vítimas que recebeu o aparelho foi Vanusa Souza Silva, 36 anos, que teve o celular furtado em julho de 2025 ao descer de um ônibus. Ela só percebeu o crime ao chegar ao destino. A recuperação ocorreu após o registro do IMEI no boletim de ocorrência.
Números do programa
Desde a implantação do SP Mobile, mais de 23,5 mil celulares foram recuperados no estado de São Paulo. Desse total, cerca de 34% já foram devolvidos aos donos.
- 383 celulares devolvidos em 27/04/2026
- 23,5 mil aparelhos recuperados desde 2025
- 34% dos dispositivos já restituídos às vítimas
A polícia identifica os aparelhos a partir de reativações na rede, o que permite localizar usuários atuais e iniciar o processo de recuperação. Os dispositivos são apreendidos em operações e passam por verificação antes da devolução.
Orientações para vítimas
A recomendação das autoridades inclui medidas imediatas após o furto ou roubo, com foco na redução de riscos e aumento das chances de recuperação.
- Registrar boletim de ocorrência com o IMEI
- Solicitar bloqueio do chip e do aparelho junto à operadora
- Alterar senhas bancárias e de redes sociais
O programa também atua no enfraquecimento do mercado ilegal de celulares, ao identificar dispositivos com restrição e retirar esses aparelhos de circulação.
Impacto no combate ao crime
Segundo a Agenciasp, a estratégia tem sido usada para desestimular a receptação, prática que sustenta a cadeia criminosa ligada ao furto e roubo de celulares. A identificação de aparelhos ativos permite rastrear não apenas os dispositivos, mas também possíveis conexões com grupos envolvidos na comercialização irregular.
O processo de recuperação segue conforme novas operações são realizadas, com aparelhos sendo localizados gradualmente e proprietários notificados para retirada, conforme a confirmação da titularidade continua sendo feita pela Polícia Civil.

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