SP Mulher Segura: Como funciona o app e por que ele virou peça central no combate à violência em São Paulo
O Governo de São Paulo iniciou nesta sexta-feira um “Baixaço” para ampliar o uso do aplicativo SP Mulher Segura, ferramenta que já soma 64 mil usuárias ativas.
O Governo de São Paulo iniciou nesta sexta-feira (22) uma mobilização digital para ampliar o alcance do aplicativo SP Mulher Segura, ferramenta criada para reforçar o atendimento a vítimas de violência doméstica e facilitar o acesso imediato à polícia e à rede de acolhimento. A campanha, chamada de “Baixaço”, reúne influenciadoras e criadoras de conteúdo em uma ação coordenada para incentivar o download do aplicativo em todo o estado.
Lançado em 2024, o SP Mulher Segura concentra serviços como registro de boletim de ocorrência, solicitação de medida protetiva e acionamento emergencial da Polícia Militar. O principal recurso da plataforma é o botão do pânico, disponível para mulheres que possuem medida protetiva concedida pela Justiça.
Segundo dados divulgados pelo governo paulista, o aplicativo já ultrapassa 64 mil usuárias ativas até a segunda quinzena de maio deste ano. Desde a implementação da ferramenta, foram registrados cerca de 2,4 mil boletins de ocorrência e mais de 16,4 mil acionamentos do botão de emergência.
Aplicativo ganhou novas funções de proteção
Neste mês, o governo estadual incorporou novas funcionalidades ao sistema. Entre elas está o cadastro de contatos de emergência, permitindo que mulheres indiquem pessoas de confiança para integrar a rede de apoio em situações de risco.
Outra novidade é a integração de um mapa com serviços especializados de atendimento. O sistema agora reúne informações de Delegacias de Defesa da Mulher, batalhões da Polícia Militar e unidades do Instituto Médico Legal distribuídas em diferentes municípios paulistas.
“Hoje a mulher pode fazer um boletim de ocorrência e pedir medida protetiva de qualquer lugar, a qualquer hora, o que amplia muito o acesso à Justiça”, afirmou a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni.
A comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Glauce Anselmo Cavalli, também reforçou a importância do aplicativo durante a campanha de incentivo ao download. Segundo ela, o objetivo é ampliar a rede de proteção e facilitar o acesso rápido aos mecanismos de segurança.
Como funciona o botão do pânico
O botão do pânico foi desenvolvido para situações de emergência envolvendo mulheres protegidas judicialmente. Quando acionado, o aplicativo envia um alerta imediato ao Centro de Operações da Polícia Militar, acompanhado da localização da vítima em tempo real.
Nos casos em que o agressor utiliza tornozeleira eletrônica, o sistema realiza cruzamento automático de dados por georreferenciamento. Se houver aproximação indevida em áreas determinadas pela Justiça, a central da PM recebe alertas visuais e sonoros e uma equipe policial é deslocada para o endereço indicado.
O monitoramento é realizado 24 horas por dia em parceria entre o Governo de São Paulo e o Tribunal de Justiça. Após audiência de custódia e autorização judicial, investigados ou réus por crimes contra mulheres passam a ser acompanhados eletronicamente.
- Registro de boletim de ocorrência online
- Solicitação de medida protetiva pelo celular
- Botão do pânico integrado à Polícia Militar
- Cadastro de contatos de emergência
- Mapa com serviços da rede de proteção
- Acesso a links da Defensoria Pública e Ministério Público
Ferramenta tenta reduzir subnotificação
O governo estadual afirma que a possibilidade de registrar ocorrências pela internet ajuda a reduzir a subnotificação de casos de violência doméstica. O sistema funciona 24 horas por dia e evita que vítimas precisem se deslocar presencialmente até uma delegacia em momentos de vulnerabilidade.
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O aplicativo foi desenvolvido pela Prodesp e está disponível gratuitamente para celulares Android e iPhone. O acesso é realizado por meio da conta gov.br, utilizada como autenticação nacional para serviços públicos digitais.
Segundo a Agenciasp, a ferramenta integra o programa SP Por Todas, movimento estadual voltado à ampliação de políticas públicas de proteção, acolhimento e autonomia financeira das mulheres. O governo afirma que novas expansões da rede de atendimento e das funcionalidades do aplicativo seguem em desenvolvimento ao longo de 2026.
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