Por que roubos de alianças explodiram em São Paulo e o que está por trás dessa rotina de crimes
A capital paulista enfrenta uma onda de crimes silenciosa, mas crescente, que tem como alvo um dos símbolos mais pessoais dos moradores. Dados oficiais revelam uma frequência preocupante de ocorrências, espalhadas por diferentes regiões e horários, alterando hábitos e elevando o nível de alerta entre quem circula pela cidade diariamente.
A cidade de São Paulo registrou 995 casos de roubos de alianças entre janeiro e março de 2026, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública divulgados no Portal da Transparência. O número equivale a aproximadamente um crime a cada duas horas na capital.
No estado, o total chega a 1.805 ocorrências no mesmo período, o que representa um caso a cada uma hora e dez minutos. Apesar da alta incidência, houve redução de 8,8% em comparação ao primeiro trimestre de 2025, quando foram registrados 1.092 episódios.
Regiões com maior incidência chamam atenção
As ocorrências não estão concentradas apenas em áreas periféricas. Regiões tradicionais e de alto padrão aparecem entre as mais afetadas, indicando uma mudança no perfil dos alvos.
- Santo Amaro, 43 casos
- Capão Redondo, 42 casos
- Centro, 42 casos
- Moema e Itaim Bibi, 32 casos
Em bairros como Moema, relatos apontam aumento da sensação de insegurança e percepção de falhas no policiamento.
Relatos indicam que crimes acontecem em diferentes horários e com atuação rápida, geralmente envolvendo motociclistas em grupo
Dinâmica dos crimes preocupa moradores
Testemunhos de quem vive ou trabalha nas regiões afetadas indicam um padrão recorrente. As ações são rápidas, com abordagem direta e retirada imediata de objetos de valor, principalmente alianças, correntes e relógios.
Há registros de vítimas sendo abordadas por mais de um suspeito, frequentemente em vias movimentadas. Em alguns casos, a resposta policial demora mais de 20 minutos, segundo relatos.
Violência crescente amplia alerta
Um episódio recente intensificou a preocupação. No dia 19/04/2026, um homem de 46 anos morreu após ser atingido na cabeça ao tentar ajudar um casal durante uma tentativa de assalto na Avenida Juriti, em Moema.
O caso evidenciou o nível de risco envolvido nesse tipo de crime e reforçou o alerta entre comerciantes e moradores.
Medidas informais surgem nas ruas
Diante da frequência dos crimes, algumas áreas passaram a adotar soluções improvisadas. Há registros de câmeras com alertas sonoros indicando risco elevado de assaltos em determinados pontos.
A presença policial também tem sido reforçada em momentos específicos, com circulação de viaturas em regiões críticas, embora sem padrão constante.
Rotina alterada e vigilância constante
Segundo a Cbn, a repetição dos casos tem levado moradores a mudar hábitos, evitando o uso de objetos de valor em vias públicas. A percepção geral é de que não há mais horário considerado seguro, com ocorrências registradas durante manhã, tarde e noite.
Enquanto isso, o volume de casos segue elevado, com registros contínuos no Portal da Transparência e monitoramento das autoridades, sem indicação de redução significativa no curto prazo.
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