Papa Leão XIV exibe sangue liquefeito de São Januário em Nápoles diante de multidão e gesto volta a provocar debate na Igreja
O papa Leão XIV participou nesta quinta-feira (8) de uma das cerimônias religiosas mais conhecidas da Itália ao exibir diante de milhares de fiéis a ampola contendo o sangue liquefeito de São Januário, padroeiro de Nápoles. O fenômeno, tratado há séculos como sinal de proteção para a cidade italiana, voltou ao centro das atenções após a visita do pontífice à catedral napolitana e mobilizou religiosos, moradores e turistas.
O papa Leão XIV exibiu nesta quinta-feira (8) a relíquia contendo o sangue liquefeito de São Januário durante visita à catedral de Nápoles, no sul da Itália. O gesto ocorreu diante de fiéis reunidos no templo histórico e marcou um dos momentos mais simbólicos da agenda do pontífice no país.
A passagem do papa por Nápoles aconteceu após compromissos religiosos em Pompeia, onde ele celebrou missa e visitou doentes no santuário local. Na sequência, Leão XIV viajou até a capital da Campânia para encontros com integrantes do clero e com moradores na piazza del Plebiscito.
Dentro da catedral napolitana, o pontífice beijou a relíquia de São Januário e levantou a ampola diante dos presentes antes de conceder a bênção. O episódio chamou atenção porque envolve uma tradição religiosa acompanhada há séculos pelos moradores da cidade italiana.
Fenômeno religioso acontece três vezes ao ano
Segundo informações divulgadas pela Diocese de Nápoles, o sangue do santo já havia se liquefeito no último sábado (2), durante as celebrações tradicionais dedicadas ao padroeiro da cidade.
O fenômeno é ligado à devoção a São Januário, bispo e mártir cristão venerado no sul da Itália. O sangue conservado em duas ampolas costuma se liquefazer em três ocasiões específicas ao longo do ano.
- 19 de setembro, data ligada ao martírio do santo
- 16 de dezembro, festa do padroeiro de Nápoles
- Sábado anterior ao primeiro domingo de maio, em memória da transferência das relíquias
Em Nápoles, o acontecimento é tratado historicamente como um sinal de proteção espiritual para a cidade. Quando a liquefação não ocorre, parte da população costuma interpretar o episódio como um presságio negativo, embora a Igreja Católica evite estimular interpretações supersticiosas.
Igreja reforça significado espiritual da devoção
Durante a cerimônia, o arcebispo de Nápoles, cardeal Domenico Battaglia, afirmou que a tradição ligada a São Januário representa um chamado à vivência concreta da fé.
“São Januário lembra a esta Igreja que a fé não é costume, mas escolha”, declarou o cardeal durante saudação ao papa.
O milagre de maio foi oficialmente confirmado às 17h03 do último sábado, quando Battaglia exibiu aos fiéis a ampola contendo o sangue já liquefeito dentro da catedral. O momento foi acompanhado pelo tradicional gesto do lenço branco, usado para anunciar a ocorrência do fenômeno religioso.
Após a confirmação, aconteceu uma procissão solene pelas ruas de Nápoles com o busto dourado de São Januário até a basílica de Santa Clara, onde foi celebrada uma missa em homenagem ao santo padroeiro da cidade italiana.
A visita de Leão XIV a Nápoles integra a agenda pública do primeiro aniversário de seu pontificado, celebrado nesta quinta-feira com compromissos religiosos no sul da Itália e encontros voltados a fiéis, religiosos e pessoas enfermas atendidas por instituições católicas da região.
Carro.Blog.Br May 8, 2026
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