Oficinas culturais de Mairiporã ampliam acesso à arte e devem passar de 4,5 mil atendimentos em 2026

O Programa Mais Cultura oferece cerca de 30 oficinas gratuitas em Mairiporã e deve ultrapassar 4,5 mil atendimentos em 2026.

Mairiporã
Publicado por em 18/06/2026

As oficinas culturais de Mairiporã deixaram de ser apenas espaços de aprendizado artístico e passaram a ocupar uma função mais ampla na rotina dos moradores. O Programa Mais Cultura oferece cerca de 30 modalidades gratuitas para crianças, jovens, adultos e idosos em diferentes regiões da cidade, com atividades que misturam técnica, convivência, criatividade, bem-estar e até possibilidades de geração de renda.

Criado no final de 2021, o programa é realizado pela Secretaria Municipal de Cultura e financiado principalmente com recursos municipais. A iniciativa promove anualmente o credenciamento de arte-educadores responsáveis pela condução das oficinas, o que permite ampliar turmas, diversificar linguagens e levar atividades para equipamentos públicos e espaços parceiros.

Os números mostram crescimento contínuo. Em 2024, o programa alcançou 3.601 participantes, distribuídos em 127 turmas conduzidas por 34 educadores. Em 2025, foram 4.026 participantes em 144 turmas. Para 2026, a expectativa da Prefeitura é ultrapassar 4.500 atendimentos, com 145 turmas e 38 arte-educadores.

Programa funciona em equipamentos culturais e unidades parceiras

As atividades acontecem em espaços administrados diretamente pela Secretaria Municipal de Cultura, como a Casa da Cultura, o Barracão da Cultura, a Biblioteca Municipal e a Unidade de Cultura de Terra Preta. O programa também utiliza unidades parceiras ligadas a outras secretarias municipais e entidades da sociedade civil.

Esse formato ajuda a descentralizar o acesso. Em vez de concentrar toda a agenda cultural em um único prédio, as oficinas chegam a diferentes pontos do município e atendem públicos variados. A presença em mais de uma região facilita a participação de quem depende de deslocamento curto, rotina escolar, trabalho ou cuidado com a família.

Mais do que ensinar uma técnica específica, as oficinas culturais vêm se consolidando como espaços de encontro, aprendizado e desenvolvimento humano.

A proposta também responde a uma demanda que aparece nos relatos dos próprios participantes. Há quem procure as oficinas para aprender uma nova habilidade, quem busque convivência, quem use as aulas como momento terapêutico e quem enxergue nas atividades uma forma de gerar renda ou iniciar um pequeno negócio.

Ballet ajuda crianças a ficarem menos tempo nas telas

Entre os exemplos citados pela Prefeitura está o ballet. Eliângela Pereira da Silva, mãe da aluna Yasmin, afirmou que a atividade ajuda a reduzir o tempo das crianças em frente às telas e cria uma alternativa mais saudável de rotina. A professora Alexandra também observa efeitos no desenvolvimento da coordenação motora, da atenção e da concentração.

A dança, nesse caso, aparece como prática cultural e também como apoio ao desenvolvimento infantil. O movimento, a disciplina da aula, a escuta da professora e a convivência com outras crianças formam um conjunto que pode repercutir na escola, na postura e na organização da rotina.

Ano Participantes Turmas Educadores
2024 3.601 127 34
2025 4.026 144 Não informado
2026 Mais de 4.500 previstos 145 38

O efeito das oficinas também aparece nas atividades manuais. Lana, aluna de macramê, relatou que a prática ensina uma técnica que pode se tornar profissão, mas também funciona como terapia, por trabalhar a mente, o psicológico e a criatividade.

Macramê, crochê e cosméticos criativos também abrem caminho para renda

A professora Vivi Spada, responsável por oficina de macramê, observa que muitas alunas chegam em busca de um momento para si mesmas. O perfil é diverso, com jovens, idosas, casadas e solteiras, mas o ponto comum está na procura por conexão pessoal durante o trabalho manual.

Além do bem-estar, algumas oficinas despertam interesse direto por empreendedorismo. A oficina de Cosméticos Criativos é um exemplo. Segundo a arte-educadora Luciana, muitas participantes procuram o curso em busca de renda extra, especialmente quem já atua na área da beleza e consegue incorporar os produtos à rotina profissional.

Aline Ferreira participa de três oficinas: Cosméticos Criativos, Tranças Nagô e Crochê. Ela contou que conheceu as atividades pelas redes sociais da Prefeitura e se interessou por vários cursos. Para ela, além do aprendizado, as oficinas proporcionam relaxamento e convivência.

  • O Programa Mais Cultura oferece cerca de 30 modalidades gratuitas.
  • As atividades atendem crianças, jovens, adultos e idosos.
  • O programa deve ultrapassar 4.500 atendimentos em 2026.
  • As oficinas acontecem em diferentes regiões de Mairiporã.
  • Participantes relatam mais foco, criatividade, amizade e bem-estar.
  • Algumas atividades também estimulam renda extra e empreendedorismo.

A variedade de oficinas mostra que a cultura, quando oferecida de forma gratuita e contínua, pode ocupar mais de uma função social. Ela ensina, aproxima pessoas, reduz isolamento, abre caminhos de trabalho e ajuda a organizar a rotina de quem precisa de um espaço de expressão e convivência.

Como consultar vagas e horários

Informações sobre cursos, vagas disponíveis, listas de espera, horários e locais podem ser consultadas pelo WhatsApp da Casa da Cultura, no número (11) 4419-5446. O atendimento reúne orientações para quem deseja conhecer as modalidades em andamento ou buscar uma oportunidade nas próximas turmas.

A Prefeitura afirma que as oficinas culturais têm fortalecido vínculos comunitários em diferentes regiões do município. Ao juntar arte, aprendizado e convivência, o Mais Cultura amplia o acesso da população a atividades que antes poderiam ficar restritas a quem pudesse pagar por cursos particulares.

O Programa Mais Cultura segue em 2026 com cerca de 30 modalidades gratuitas, previsão de mais de 4,5 mil atendimentos, 145 turmas, 38 arte-educadores e informações disponíveis pelo WhatsApp da Casa da Cultura, no número (11) 4419-5446.

Bianca Ludymila Peres Corrêa
Bianca Ludymila Peres Corrêa
Jornalista (MTB 0081969/SP) dedicada à cobertura de temas regionais e nacionais, atua com olhar atento ao cotidiano, política e sociedade. Produz conteúdo claro, informativo e relevante para diferentes públicos.

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