Descarte de livros em Osasco provoca reação e chega ao Ministério Público
O descarte de milhares de livros da Biblioteca Municipal de Osasco, na Grande São Paulo, desencadeou uma crise que mobiliza moradores, professores e autoridades, após denúncias indicarem que parte do acervo foi parar em caçambas de entulho, levantando dúvidas sobre o destino de documentos históricos e possíveis irregularidades administrativas.
O descarte de milhares de livros da Biblioteca Municipal de Osasco, na região metropolitana de São Paulo, passou a ser alvo de investigação após moradores, professores e coletivos questionarem a decisão da prefeitura. A mobilização resultou no protocolo de uma petição no Ministério Público em 27/04/2026, solicitando apuração sobre o destino do acervo.
A denúncia ganhou repercussão após imagens mostrarem exemplares sendo colocados em caçambas de entulho. Parte do material, segundo relatos, teria sido encaminhada para uma empresa de sucata, o que ampliou a preocupação sobre possível perda de patrimônio público e cultural.
Prefeitura alega contaminação, mas explicação é contestada
A administração municipal afirmou que os livros estavam contaminados por fungos e mofo, justificando o descarte. No entanto, a ausência de laudos técnicos detalhados e de transparência no processo gerou questionamentos.
A justificativa apresentada foi considerada genérica por moradores e profissionais da educação, que cobram documentos que comprovem a necessidade da medida.
Relatos de frequentadores indicam que muitos exemplares aparentavam estar em bom estado, o que reforçou as dúvidas sobre os critérios adotados.
- Denúncia exibida em 25/04/2026 impulsionou repercussão
- Petição protocolada no Ministério Público em 27/04/2026
- Estimativa de quase 40 mil livros descartados
- Suspeita de envio do material para sucata
Acervo incluía documentos históricos
Além dos livros, há indícios de que documentos históricos também foram descartados, o que pode configurar violação ao patrimônio cultural. Especialistas apontam que o descarte deveria ser a última alternativa, após análise técnica detalhada.
Segundo profissionais da área de conservação, existem procedimentos adequados para recuperação de materiais contaminados, incluindo higienização e descontaminação, mesmo em larga escala.
Pressão política e suspeitas de irregularidades
A reação levou vereadores e coletivos a ampliarem a pressão por esclarecimentos. O pedido encaminhado ao Ministério Público inclui a investigação de possíveis crimes.
- Peculato
- Dano ao patrimônio público
- Improbidade administrativa
- Violação de patrimônio cultural
A Câmara Municipal também solicitou informações formais à prefeitura sobre os critérios adotados para o descarte.
Versões contraditórias aumentam incerteza
Após a repercussão, a prefeitura afirmou que os livros foram apenas acondicionados em caçambas e que o manuseio será investigado, além de anunciar a contratação de uma empresa especializada para reavaliar o acervo.
A nova versão difere da informação anterior, que indicava descarte definitivo, o que ampliou a desconfiança entre moradores e entidades envolvidas.
Comunidade reage e cobra acesso a informações
Moradores e estudantes destacam o impacto do fechamento da biblioteca e da perda de acesso ao material. O espaço era considerado referência para atividades de estudo e pesquisa.
Segundo o G1, a mobilização inclui professores e coletivos que pedem transparência e acesso aos documentos que justificaram a decisão administrativa.
| Data da denúncia | 25/04/2026 |
| Petição ao MP | 27/04/2026 |
| Estimativa de livros | quase 40 mil |
| Justificativa oficial | fungos e mofo |
Enquanto a investigação não avança, o acervo segue sem destino confirmado e a prefeitura ainda não apresentou publicamente os laudos técnicos completos que sustentariam a decisão de retirada dos materiais.

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