Cidades do CIMBAJU elevam passagem para R$ 6,00 a partir desta segunda (16) após negociação com concessionárias
Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato anunciaram que a passagem do transporte coletivo urbano sobe de R$ 5,50 para R$ 6,00 a partir desta segunda-feira, 16/02/2026, em uma decisão alinhada entre municípios do CIMBAJU (Consórcio Intermunicipal da Bacia do Juquery). Em Mairiporã, o novo valor entra em vigor em 01/03/2026.
- Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato elevam a tarifa urbana de R$ 5,50 para R$ 6,00 em 16/02/2026.
- Em Mairiporã, o novo valor começa em 01/03/2026.
- Prefeituras afirmam que concessionárias pediram reajustes maiores, mas o valor final foi negociado em conjunto no CIMBAJU.
- Em Franco da Rocha, é citada a empresa Cidade das Caieiras como operadora; em Francisco Morato, a Auto Ônibus Moratense.
- Os municípios apontam como fatores o reajuste salarial do setor, o diesel e a inflação.
Quem usa ônibus todos os dias entendeu o recado do jeito mais simples: a conta do mês mudou. E, numa região em que muita gente cruza a cidade inteira para trabalhar, estudar ou acessar saúde, não é um número que fica no papel — ele aparece no bolso, na recarga do cartão e até no troco do motorista no primeiro dia de vigência.
🚌 O que muda, na prática, em cada município

A alteração anunciada é a mesma para as três cidades que iniciam nesta segunda: tarifa de R$ 5,50 passa para R$ 6,00. Em Mairiporã, a atualização acontece algumas semanas depois.
| Cidade | Tarifa anterior | Nova tarifa | Início |
|---|---|---|---|
| Caieiras | R$ 5,50 | R$ 6,00 | 16/02/2026 |
| Franco da Rocha | R$ 5,50 | R$ 6,00 | 16/02/2026 |
| Francisco Morato | R$ 5,50 | R$ 6,00 | 16/02/2026 |
| Mairiporã | R$ 5,50 | R$ 6,00 | 01/03/2026 |
🧾 Concessionárias pediram mais; cidades fecharam outro número
Segundo as administrações municipais, as empresas responsáveis pelo serviço solicitaram reajustes superiores aos anunciados. Em Franco da Rocha, a operação é atribuída à Cidade das Caieiras. Em Francisco Morato, à Auto Ônibus Moratense. O valor final, porém, foi definido após tratativas conduzidas em bloco, dentro do arranjo de negociação entre os municípios do CIMBAJU.
Esse detalhe é o que costuma ficar invisível para quem só vê o resultado na catraca: antes do “agora custa tanto”, existe uma queda de braço com números, planilhas, pedidos de reequilíbrio e, principalmente, pressão por um valor que caiba no orçamento do sistema sem estourar de vez o orçamento do passageiro.
🧮 O que pesou na mesa nas últimas semanas
Nas discussões realizadas recentemente, os municípios afirmam ter analisado fatores que mexem diretamente com a operação do transporte. Na ponta, são itens que o passageiro até conhece pelo noticiário, mas sente de outro jeito: mais caro para a empresa significa mais difícil manter o mesmo preço por muito tempo.
- Reajuste salarial de trabalhadores do setor, ligado a negociações e dissídio.
- Oscilação do óleo diesel, que afeta o custo diário da frota.
- Inflação acumulada no período recente, pressionando manutenção, peças e serviços.
🚦 O primeiro dia é sempre o mais “real”
A virada de tarifa tem um ritual próprio: segunda-feira cedo é quando todo mundo confirma se “já mudou” de verdade. É o dia em que aparecem as perguntas rápidas no ponto, as recargas feitas às pressas e a sensação de que a cidade acordou com um preço novo — mesmo que a decisão tenha sido costurada ao longo de semanas.
E tem um detalhe de vida prática: quando o reajuste é pequeno no discurso, ele vira grande no hábito. Quem pega ônibus para ir e voltar todos os dias percebe no fim do mês, não no primeiro embarque.
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