Arautos do Evangelho Caieiras: mensagem da semana; João Batista aponta Jesus e muda o rumo da história ao chamá-lo de Cordeiro de Deus
Jesus Cristo é publicamente identificado por João Batista como aquele que tira o pecado do mundo, em um momento que inaugura sua revelação definitiva a Israel e marca o início de sua missão.
A cena narrada no Evangelho segundo João não é apenas um encontro às margens do Jordão. É um divisor de águas espiritual. João, a voz mais ouvida do seu tempo, interrompe o próprio protagonismo para apontar outro. Quando vê Jesus se aproximar, não hesita: ali está o centro de tudo, o Cordeiro, a referência, o cumprimento das promessas. O homem que vinha depois, mas que, em verdade, existia antes.
O impacto daquela declaração não está na força da frase, mas na autoridade de quem a pronuncia. João era respeitado, seguido, procurado. Mesmo assim, deixa claro que sua missão sempre foi preparar o terreno, não ocupar o trono. Ele reconhece que só pôde identificar Jesus porque viu o sinal: o Espírito descer do céu e permanecer sobre ele. Não foi intuição, foi revelação.
Esse detalhe muda a leitura. João não fala por emoção nem por conveniência. Ele fala como testemunha ocular de algo que transcende o visível. O Espírito que desce como pomba e permanece é o selo. É o indicativo de que aquele homem comum, caminhando entre o povo, era, na verdade, o escolhido para batizar com o Espírito Santo.
Ao afirmar “Este é o Filho de Deus“, João não está apenas fazendo um anúncio religioso. Ele está cravando um marco histórico e espiritual. Está dizendo que ali começa uma nova etapa, em que Deus deixa de ser apenas esperado e passa a ser reconhecido em carne e osso, presente, acessível, caminhando entre os homens.
“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Eu vi e dou testemunho: este é o Filho de Deus.”
O texto de João 1,29-34 revela três movimentos claros que ajudam a entender a força desse encontro:
- Reconhecimento: João identifica quem Jesus é, acima de qualquer expectativa humana.
- Revelação: o Espírito que desce e permanece confirma a missão divina.
- Testemunho: não basta ver, é preciso anunciar.
Não há espetáculo, não há efeitos, não há discursos longos. Há um homem apontando outro e dizendo, com convicção, que ali está aquele que veio para transformar tudo. Um gesto simples, palavras diretas e uma verdade que atravessou séculos: o centro da história não é quem prepara o caminho, mas quem chega para dar sentido a ele.
Fonte: Arautos do Evangelho.
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