Agressão no Metrô de SP: mulher teve maxilar, nariz e joelho quebrados após ataque na estação Parada Inglesa

Mulher de 24 anos teve maxilar, nariz, joelho e três dentes quebrados após agressão na estação Parada Inglesa, na Linha 1-Azul do Metrô de SP.

São Paulo
Publicado por em 17/06/2026
Agressão no Metrô de SP: mulher teve maxilar, nariz e joelho quebrados após ataque na estação Parada Inglesa

A agressão sofrida por Larissa, 24 anos, na estação Parada Inglesa, da Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo, passou a concentrar duas discussões diferentes. A primeira é sobre a violência ocorrida dentro de uma área paga do sistema metroviário. A segunda envolve a forma como o caso foi registrado pela polícia, já que a vítima afirma ter sido alvo de tentativa de feminicídio, enquanto o boletim de ocorrência aponta lesão corporal.

O ataque ocorreu na noite de segunda-feira, 15, na plataforma de embarque sentido Tucuruvi, na Zona Norte da capital paulista. Larissa, auxiliar de compras, teve o maxilar, o joelho esquerdo, o nariz e três dentes quebrados. Ela recebeu os primeiros atendimentos ainda na estação, foi levada ao Hospital Mandaqui por uma viatura do Metrô, teve alta e passou a se recuperar em casa.

Segundo o boletim de ocorrência, Larissa acessou a estação e se posicionou na plataforma quando começou a ser agredida de forma inesperada por Rodrigo de Oliveira, de 25 anos. A vítima relata que a sequência começou após uma perseguição à amiga dela, Ana. De acordo com esse relato, o suspeito teria feito breve contato visual com Ana Claudia e corrido atrás dela logo depois.

Ao tentar fugir da aproximação do homem, Ana Claudia estava próxima de Larissa. A auxiliar de compras acabou atingida, caiu depois de levar um chute no joelho e, já no chão, continuou sendo atacada. Larissa afirma que dois celulares, um pessoal e outro da empresa, caíram no chão durante a agressão, mas não foram levados.

Larissa sustenta que o episódio não teve característica de roubo, porque os aparelhos ficaram caídos e, ainda assim, o agressor teria continuado a atacá-la mesmo depois de ela desmaiar.

Vítima diz que buscará novo registro após exame de corpo de delito

O caso foi encaminhado ao 73º DP, no Jaçanã, e registrado como lesão corporal. Larissa afirma que pretende fazer nova queixa à polícia depois de realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira, 17. Para ela, a classificação inicial não reflete a gravidade do ataque nem o risco que, segundo sua avaliação, outras mulheres podem enfrentar se o caso não for tratado com maior rigor.

A vítima também afirmou que o agressor foi preso e depois liberado. Ela contesta a decisão, diz que se sentiu exposta e relata medo de voltar a usar o metrô. O episódio, pela forma como ocorreu, saiu da esfera de um caso isolado de violência e entrou no debate cotidiano de quem depende do transporte público em São Paulo, especialmente mulheres que circulam em estações, plataformas e vagões fora de qualquer sensação estável de proteção.

Cobrança por segurança dentro da estação

Larissa questiona a ausência de agentes de segurança no momento da agressão. Segundo ela, o suspeito estava na plataforma, portanto já havia passado pela catraca. A vítima afirma que os agentes apareceram apenas depois do ocorrido.

O Metrô informou que agentes de segurança atenderam a ocorrência, identificaram e detiveram o autor das agressões. A companhia também afirmou que a vítima foi socorrida ao Hospital Mandaqui e que o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

A presença do agressor dentro da área de embarque é um dos pontos centrais da crítica feita pela vítima. Para quem usa transporte público todos os dias, a estação não é apenas um ponto de passagem. É um espaço em que a pessoa entrega parte da própria segurança à operação do sistema. Quando uma agressão desse tipo ocorre na plataforma, a percepção pública deixa de ser apenas sobre o ato cometido por um homem e passa a incluir o tempo de reação, o monitoramento e a capacidade de prevenção dentro do serviço.

Amiga também foi atingida

No boletim de ocorrência, Ana relatou que estava próxima de Larissa e também foi atingida por um chute na perna direita. O registro informa que ela conseguiu fugir do local para preservar sua integridade física e não apresentou lesões aparentes, revelou o G1.

Larissa afirma ainda ter ouvido que o suspeito já teria passagem por assédio contra mulheres no metrô, mas esse ponto aparece como relato da vítima e não como conclusão oficial no material informado. O autor das agressões não apresentou documentos que comprovassem seu nome, segundo o registro.

O caso permanece com desdobramentos em aberto. Larissa deve realizar exame de corpo de delito nesta quarta-feira, 17, e pretende procurar novamente a polícia para contestar o registro inicial feito no 73º DP, enquanto a ocorrência segue ligada à agressão registrada na estação Parada Inglesa, na Linha 1-Azul do Metrô de São Paulo.

Alan Correa
Alan Correa
Jornalista multimídia e analista de tendências (MTB: 0075964/SP). Com olhar versátil que transita entre o setor automotivo, economia e cultura pop, é especialista em traduzir dinâmicas complexas do mercado e do comportamento do consumidor. No Carro Das Notícias e portais parceiros, assina de testes técnicos e guias de compra a análises de engajamento e entretenimento, sempre com foco em dados e interesse do público.

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