6 pessoas são presas após morte de jovem em salto de rope jump em Limeira (SP)
Rope jump em Limeira: tragédia em salto radical reacende debate sobre fiscalização e segurança em áreas de risco após a morte de uma jovem de 21 anos durante atividade organizada por empresa privada.
Uma jovem de 21 anos morreu durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo. O caso provocou a detenção de seis pessoas ligadas à organização do evento e abriu uma disputa sobre responsabilidades envolvendo a área onde ocorreu o acidente.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Limeira, a atividade era promovida por uma empresa privada. Com base em informações repassadas pela Polícia Militar, a administração municipal afirmou que a corda não teria sido presa à jovem antes do salto.
O rope jump é uma modalidade esportiva em que participantes saltam de grandes alturas presos a sistemas de cordas projetados para amortecer a queda. O incidente registrado em Limeira ocorreu em uma das estruturas mais conhecidas da região para a prática de esportes radicais.
Atendimento de emergência e investigação
Após o acidente, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas para o local.
Segundo a prefeitura, os socorristas constataram parada cardiorrespiratória. A morte foi confirmada ainda na área do salto.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos periciais.
As circunstâncias do acidente passaram a ser investigadas pelas autoridades. Logo após a ocorrência, a Polícia Militar realizou a detenção de seis pessoas vinculadas à organização da atividade esportiva.
A principal linha de apuração busca esclarecer como ocorreu a preparação do salto e quais protocolos de segurança estavam sendo adotados no momento do acidente.
Prefeitura anuncia ação judicial
Além da investigação criminal, o episódio desencadeou um embate institucional envolvendo a administração municipal e o governo federal.
A Prefeitura informou que pretende ingressar na Justiça contra a União por suposta omissão relacionada à situação da Ponte do Esqueleto.
De acordo com a gestão municipal, a área é de responsabilidade federal e já vinha sendo alvo de cobranças formais desde o início de 2025.
Segundo a prefeitura, foram enviados ofícios e realizadas medidas administrativas solicitando ações de segurança no local.
- Pedidos de reforço na fiscalização;
- Cobranças sobre manutenção da estrutura;
- Solicitações para controle de acesso à área;
- Alertas sobre riscos já conhecidos no local.
A administração municipal afirma que não houve adoção de medidas concretas por parte dos órgãos federais responsáveis.
Disputa sobre responsabilidade da área
No posicionamento divulgado após a tragédia, a prefeitura declarou que a fiscalização, a manutenção e o controle de acesso da Ponte do Esqueleto são atribuições exclusivas do governo federal.
O município também afirmou que a Câmara Municipal participou das cobranças por melhorias de segurança. Segundo a nota, iniciativas da vereadora Bruna Magalhães já haviam levado pedidos formais aos órgãos competentes antes do acidente.
O prefeito Murilo Félix declarou que, além das circunstâncias diretamente relacionadas à morte da jovem, também será necessário apurar eventuais responsabilidades pela falta de controle de acesso a uma área que, segundo ele, apresenta riscos conhecidos há anos.
Enquanto a investigação policial avança, a Prefeitura de Limeira informou que prestará apoio à Polícia Civil para o esclarecimento do caso. O foco das autoridades agora é reconstruir a sequência dos acontecimentos, analisar procedimentos adotados durante a atividade e verificar eventuais responsabilidades civis e criminais relacionadas à morte da jovem ocorrida na Ponte do Esqueleto.

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