Bitcoin hoje despencou abaixo de US$ 60 mil: Entenda o que está derrubando a maior criptomoeda do mundo
O bitcoin caiu abaixo de US$ 60 mil pela primeira vez desde 2024, ampliando as perdas acumuladas ao longo de 2026 e reacendendo dúvidas sobre o mercado de criptomoedas.
O bitcoin voltou a chamar atenção dos mercados globais nesta sexta-feira, 5 de junho, ao recuar para menos de US$ 60 mil pela primeira vez desde outubro de 2024. A queda representa mais um capítulo da forte volatilidade que caracteriza a maior criptomoeda do mundo e ocorre após meses marcados por oscilações intensas.
Por volta das 13h15, no horário de Brasília, o ativo era negociado a US$ 59.770, registrando perda próxima de 6% no dia. O movimento chamou atenção porque rompeu um patamar que vinha sendo observado por investidores desde o ciclo de valorização iniciado após a eleição presidencial norte-americana de 2024.
Da euforia ao recuo
O mercado de criptomoedas viveu um dos períodos mais favoráveis de sua história após a vitória de Donald Trump nos Estados Unidos. Naquele momento, investidores passaram a apostar em um ambiente mais amigável para ativos digitais, impulsionando compras em larga escala.
A valorização levou o bitcoin a ultrapassar pela primeira vez a marca de US$ 100 mil. O movimento continuou nos meses seguintes até atingir o recorde histórico de US$ 126.251,31.
O cenário atual, porém, é bastante diferente daquele observado durante a fase de forte entusiasmo dos investidores.
- Bitcoin abaixo de US$ 60 mil pela primeira vez desde outubro de 2024;
- Queda próxima de 6% em um único dia;
- Distanciamento significativo da máxima histórica de US$ 126.251,31;
- Maior cautela dos investidores em ativos de risco.
Mercado enfrenta ambiente mais pessimista

Ao longo de 2026, o sentimento nos mercados financeiros passou por mudanças importantes. Investidores reduziram exposição a diversos ativos considerados mais voláteis, movimento que atingiu empresas de tecnologia e também o setor de criptomoedas.
O bitcoin acabou acompanhando esse processo. A busca por proteção e a maior cautela diante das perspectivas econômicas internacionais reduziram o fluxo de capital direcionado para ativos digitais.
Além disso, analistas observam que parte do entusiasmo relacionado às promessas de avanços regulatórios para o setor ainda não se concretizou.
O mercado aguardava definições mais rápidas sobre regras para ativos digitais nos Estados Unidos, mas o debate legislativo segue sem conclusão.
Projeto regulatório segue travado
Outro fator que pesa sobre o mercado é a indefinição em torno da chamada Lei CLARITY, proposta que busca estabelecer regras para o setor de moedas digitais nos Estados Unidos.
A expectativa de parte dos investidores era de que a regulamentação avançasse com maior velocidade. Entretanto, o projeto continua enfrentando discussões políticas e ainda não teve uma conclusão definitiva no Senado norte-americano.
A demora aumentou a percepção de incerteza regulatória, elemento que costuma influenciar diretamente o comportamento dos investidores institucionais.
Volatilidade continua sendo marca do bitcoin
Apesar da forte correção observada nos últimos meses, especialistas lembram que movimentos bruscos fazem parte da trajetória histórica da criptomoeda. Desde sua criação, o bitcoin passou por ciclos sucessivos de forte valorização seguidos por períodos de correção igualmente expressivos.
O comportamento recente reforça essa característica. Depois de atingir uma máxima histórica superior a US$ 126 mil, o ativo agora opera abaixo da metade desse valor, refletindo mudanças no humor dos mercados globais, expectativas regulatórias ainda indefinidas e um ambiente mais cauteloso para investimentos considerados de maior risco.

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