Greve do Metrô SP 2026: Vai ter paralisação amanhã? Entenda o que será decidido em assembleia nesta terça-feira
Sindicato dos Metroviários decide nesta terça-feira se haverá greve no Metrô de São Paulo a partir da madrugada de quarta-feira.
A circulação do Metrô de São Paulo pode sofrer paralisações a partir da 0h desta quarta-feira após o Sindicato dos Metroviários convocar uma assembleia para votar uma possível greve da categoria. A reunião está marcada para as 18h30 desta terça-feira e ocorre em meio ao impasse entre trabalhadores, direção da companhia e governo estadual.
A ameaça de paralisação atinge as linhas operadas diretamente pelo Metrô, incluindo as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro. Juntas, elas transportam diariamente mais de 3 milhões de passageiros na capital paulista.
O sindicato afirma que a decisão sobre a greve será tomada pelos trabalhadores durante a assembleia, que também terá transmissão online. Caso aprovada, a paralisação começaria já na madrugada de quarta-feira.
Categoria reclama de negociações travadas e redução no quadro de funcionários
Entre os principais pontos apresentados pelos metroviários estão reivindicações salariais e demandas relacionadas às condições de trabalho dentro da companhia.
Segundo o sindicato, não houve avanço nas negociações da campanha salarial. A entidade também cobra abertura de concurso público, discussão sobre plano de carreira, pagamento da Participação nos Resultados de 2026 e revisão das regras ligadas ao plano de saúde Metrus.
Os representantes da categoria afirmam ainda que o número de funcionários teria sido reduzido pela metade ao longo da última década, o que, segundo eles, aumentou a pressão sobre os trabalhadores e ampliou o espaço para terceirizações em áreas operacionais.
- Concurso público
- Plano de carreira
- Progressões salariais
- Participação nos Resultados de 2026
- Discussão sobre plano de saúde
- Críticas à terceirização
O sindicato voltou a defender também a proposta de “catraca livre”. A ideia apresentada pela entidade prevê funcionamento do sistema sem cobrança de tarifa caso o governo estadual aceite bancar a operação durante o movimento.
Justiça impõe funcionamento mínimo em caso de greve
A Justiça do Trabalho definiu regras para o funcionamento do sistema caso a paralisação seja confirmada pelos trabalhadores, revelou o UOL.
Em decisão assinada pela desembargadora Maria Cristina Christianini Trentini, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, ficou determinado que o Metrô mantenha operação integral nos horários de pico.
Nos períodos entre 6h e 9h e das 16h às 19h, o efetivo deverá operar com 100% dos serviços. Nos demais horários, o percentual mínimo exigido será de 60%.
A decisão judicial também prevê multa diária de R$ 200 mil ao sindicato em caso de descumprimento das determinações impostas pelo TRT-2.
A Justiça ainda proibiu ações que impeçam circulação dos trens ou bloqueiem o acesso de funcionários às estações e áreas operacionais do sistema.
A primeira rodada de negociação entre sindicato e companhia ocorreu na segunda-feira, mas terminou sem acordo para suspender a possibilidade de greve. Até o início da noite desta terça-feira, a paralisação seguia indefinida e dependia exclusivamente da votação da categoria durante a assembleia.
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