Vacina contra Dengue no SUS: quem pode tomar? Veja quem entrou na lista e por que a idade chamou atenção
O governo de São Paulo ampliou o acesso à vacina contra a dengue e incluiu um grupo específico que chamou atenção: pessoas com 59 anos passaram a ser elegíveis para a dose única do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão faz parte de uma estratégia baseada em estudos clínicos ainda em andamento.
O governo do estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (4) uma nova etapa da vacinação contra a dengue com a liberação da dose única desenvolvida pelo Instituto Butantan para públicos adicionais. A principal mudança é a inclusão de pessoas com 59 anos, além da ampliação para todos os profissionais da área da saúde.
A distribuição ocorre nas Unidades Básicas de Saúde, que passam a atender trabalhadores tanto da rede pública quanto privada. A estratégia, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, tem como objetivo alcançar cerca de 1,8 milhão de pessoas nesta fase.
Faixa etária definida segue critério técnico
A inclusão de pessoas com 59 anos não é aleatória. O Instituto Butantan iniciou estudos clínicos com voluntários entre 60 e 79 anos, o que impede, por ora, a aplicação da vacina nesse grupo. Com isso, a idade limite foi estabelecida exatamente um ano antes, dentro dos parâmetros autorizados até o momento.
A definição da faixa etária está diretamente ligada às etapas de pesquisa e aprovação do imunizante, ainda em expansão para públicos mais amplos.
Outros públicos seguem com esquemas diferentes
Além da nova faixa incluída, adolescentes de 10 a 14 anos continuam sendo vacinados com o imunizante QDenga, que exige duas doses. A aplicação ocorre desde abril de 2024 e segue ativa nos municípios.
- Profissionais de saúde da rede pública e privada podem se vacinar
- Pessoas com 59 anos passaram a ser incluídas na campanha
- Adolescentes seguem esquema com duas doses de outro imunizante
Orientações sobre aplicação e intervalos
A Secretaria de Saúde orienta que a vacina contra a dengue não seja aplicada junto com outros imunizantes. A recomendação busca evitar dificuldades na identificação de possíveis reações adversas.
Vacinas inativadas exigem intervalo mínimo de 24 horas, enquanto imunizantes atenuados demandam um período de espera de 30 dias após a dose contra a dengue.
Dados da vacinação e cenário da doença
Desde fevereiro, mais de 129 mil doses já foram aplicadas no estado. O governo federal enviou 292 mil unidades, distribuídas conforme a estratégia de cada município, que possui autonomia para organizar a campanha localmente.
Segundo o UOL, a vacina apresentou eficácia geral de 74,7% nos estudos clínicos e proteção de 91,6% contra formas graves da doença em pessoas entre 12 e 59 anos.
Até o final de abril de 2026, São Paulo registrou 33.877 casos de dengue e 13 mortes. No ano anterior, foram mais de 885 mil casos e 1.133 óbitos, cenário que mantém a doença como uma das principais preocupações de saúde pública no estado.
A Secretaria de Estado da Saúde informou que novas etapas da campanha dependem da evolução dos estudos clínicos e da disponibilidade de doses, enquanto os municípios seguem ajustando suas estratégias de vacinação conforme a demanda local.
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