Fragmento esquecido da SpaceX vai atingir a Lua; Cientista revela data exata e o que pode acontecer no impacto
Um estágio de foguete deixado no espaço após uma missão lunar entrou em trajetória de colisão com a Lua e já tem data estimada para impacto, segundo cálculos recentes baseados em observações contínuas. O objeto, monitorado ao longo de mais de um ano, reacende o debate sobre o destino do lixo espacial e os riscos associados ao aumento de missões fora da Terra.
Um estágio superior de 13,8 metros de um Falcon 9 lançado no início de 2025 está em rota de colisão com a Lua. A estimativa aponta para impacto em 5 de agosto de 2026, por volta das 2h44 no horário de Brasília.
O ponto previsto fica próximo à cratera Einstein, região situada entre a face visível e a face oculta do satélite natural.
Missão original envolvia duas espaçonaves lunares
O foguete foi utilizado para transportar dois módulos:
- Blue Ghost, desenvolvido pela Firefly Aerospace
- Hakuto-R, da empresa japonesa ispace
O Blue Ghost pousou na Lua em março de 2025. Já o Hakuto-R perdeu comunicação e caiu na superfície em junho do mesmo ano.
Após a missão, o estágio do foguete permaneceu à deriva no sistema Terra-Lua, sendo monitorado por observações astronômicas que ultrapassam mil registros ao longo do período.
O deslocamento do objeto segue principalmente a influência gravitacional da Terra, da Lua e do Sol, com pequenas variações causadas pela radiação solar.
Impacto deve ocorrer em alta velocidade
A colisão deve acontecer a aproximadamente 8.700 km/h, cerca de sete vezes a velocidade do som na Terra.
Apesar da intensidade, o evento não deve ser visível a olho nu nem com telescópios convencionais.
- Impacto ocorre sem atmosfera para dissipar energia
- Material atinge diretamente a superfície lunar
- Formação de nova cratera é esperada
O valor científico está na análise dessa marca, que pode ajudar a compreender melhor a dinâmica de impactos no espaço.
Sem risco imediato, mas com implicações futuras
Especialistas indicam que não há risco para missões atuais nem para estruturas, já que não existem bases permanentes na Lua.
O evento não representa perigo direto, mas evidencia falhas no gerenciamento de lixo espacial.
A previsão foi considerada confiável com base em cálculos refinados ao longo de meses de observação.
Histórico de previsões aumenta confiança nos cálculos
O mesmo astrônomo responsável pela estimativa já previu, em 2022, a queda de outro objeto na Lua com precisão de segundos no horário e poucos quilômetros na localização.
Na ocasião, houve erro inicial na identificação do objeto, corrigido posteriormente, o que reforçou a necessidade de monitoramento constante.
Cresce pressão por controle do lixo espacial
O caso ocorre em um momento de expansão das missões lunares.
| Estados Unidos | Missões Artemis previstas a partir de 2028 |
| China | Meta de levar astronautas até 2030 |
| Exploração lunar | Aumento no número de operações |
Com a expectativa de bases permanentes próximas ao polo sul lunar, o tráfego espacial tende a crescer de forma significativa.
Especialistas defendem mudanças no descarte orbital
Entre as alternativas discutidas estão:
- Envio de estágios de foguetes para órbitas solares
- Descarte controlado longe do sistema Terra-Lua
- Monitoramento contínuo de objetos abandonados
Segundo Oglobo, a ausência de regras mais rígidas pode aumentar a frequência de colisões semelhantes, especialmente com a intensificação da atividade espacial comercial.
O relatório que projeta o impacto ainda aguarda validação formal por revisão científica, enquanto novos dados seguem sendo coletados para ajustar a trajetória do objeto até a data prevista.
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