Caieiras recebe ETE de R$ 94 milhões que amplia tratamento de esgoto para 65 mil moradores
Investimento de R$ 94 milhões em Caieiras viabiliza nova estação de esgoto que atende até 65 mil pessoas, melhora indicadores ambientais e reforça avanço do saneamento na região.
A entrega de novas estruturas de tratamento de esgoto na região metropolitana de São Paulo marca uma mudança no acesso ao saneamento em cidades que, até poucos anos atrás, não contavam com esse tipo de serviço. Com investimento de R$ 168 milhões, foram inauguradas duas Estações de Tratamento de Esgoto e um sistema de expansão que atende Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato.
As intervenções passam a beneficiar cerca de 46,2 mil famílias, o equivalente a aproximadamente 127 mil pessoas, e ampliam a cobertura de esgotamento sanitário em uma área historicamente marcada por carência de infraestrutura básica.
Estrutura amplia capacidade de tratamento e reduz poluição
Em Caieiras, a nova estação recebeu cerca de R$ 94 milhões e foi projetada para atender aproximadamente 65 mil moradores. Nesta fase inicial, a unidade tem capacidade para tratar até 200 litros de esgoto por segundo, com tecnologia voltada à remoção da carga poluente antes do descarte no meio ambiente.
O sistema contribui diretamente para a redução da poluição em rios e córregos da região, além de melhorar indicadores ambientais e sanitários. A expansão também integra o planejamento de universalização do serviço, com impacto esperado na saúde pública.
Até 2022, a região não contava com tratamento de esgoto e agora passa a integrar o plano de cobertura total até 2029.
Franco da Rocha recebe unidade com mesma capacidade
No município vizinho, Franco da Rocha passa a operar a estação Água Vermelha, com capacidade idêntica à de Caieiras. O sistema atua no tratamento de efluentes antes do retorno ao meio ambiente, com foco na preservação de recursos hídricos e na prevenção de contaminação do solo.
Entre os principais efeitos esperados estão a melhoria da qualidade da água em cursos locais, como o Ribeirão Água Vermelha, e a redução de riscos sanitários associados ao descarte inadequado de esgoto, revelou a Agenciasp.
- Capacidade de tratamento de até 200 litros por segundo
- Redução da poluição em rios e córregos
- Prevenção de contaminação do solo
- Melhoria nos indicadores de saúde pública
Expansão acompanha estratégia de investimento
As obras fazem parte de um programa mais amplo voltado à segurança hídrica e à ampliação do saneamento em centenas de cidades atendidas pela companhia responsável. Desde 2024, os investimentos vêm sendo acelerados, com foco em regiões que apresentavam déficit histórico.
O plano prevê a aplicação de cerca de R$ 70 bilhões até 2029, com o objetivo de ampliar o acesso ao tratamento de esgoto e consolidar a infraestrutura em áreas urbanas em crescimento.
Primeiras etapas já atingiram outras cidades
Antes das entregas recentes, o programa já havia iniciado intervenções em municípios da Grande São Paulo, como Itapecerica da Serra, Embu das Artes e Embu-Guaçu. Essas primeiras ações somaram R$ 137 milhões e alcançaram cerca de 500 mil pessoas.
O avanço do cronograma indica continuidade das obras em outras regiões, dentro da meta de expansão da cobertura e melhoria dos serviços.
No momento, novas etapas seguem em andamento, com previsão de ampliação das redes e construção de estruturas adicionais para atender a demanda crescente nas áreas urbanas da região metropolitana.
Foto de capa: João Valério/Governo Estado SP.
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