Visitantes são presas ao tentar entrar com drogas em presídios de Franco da Rocha
A cena é conhecida por quem acompanha a dinâmica dos presídios da região. Aos fins de semana, familiares formam filas ainda nas primeiras horas da manhã. São sacolas vistoriadas, documentos conferidos, tempo contado. O escâner, instalado logo na entrada, se tornou peça central dessa triagem. É ali que qualquer irregularidade interrompe a visita.
Duas mulheres foram detidas no último fim de semana ao tentarem entrar com drogas em unidades prisionais de Franco da Rocha, após o escâner corporal identificar substâncias suspeitas durante o procedimento de revista. As ocorrências foram registradas no sábado, 10 de maio, e no domingo, 11 de maio, e encaminhadas à Delegacia da cidade.

- Duas mulheres foram presas ao tentar entrar com drogas em presídios de Franco da Rocha.
- Os flagrantes ocorreram nos dias 10 e 11 de maio.
- Uma das apreensões somou 119,69 gramas de substância semelhante à maconha.
- Os casos aconteceram na Penitenciária III e no Centro de Progressão Penitenciário.
- As suspeitas foram encaminhadas à Delegacia de Polícia da cidade.
A primeira abordagem aconteceu no Centro de Progressão Penitenciário “ASP Moisés Marcos Braga”. Durante a inspeção, o equipamento apontou uma imagem incomum na região da cintura de uma visitante. Ao ser submetida à verificação, agentes encontraram invólucros com material semelhante à maconha e a uma substância sintética. A mulher foi retirada do fluxo de visitas e conduzida para registro da ocorrência.
No dia seguinte, a movimentação no entorno da Penitenciária III “José Aparecido Ribeiro” seguia dentro da rotina de visitas quando o escâner novamente indicou irregularidade. Desta vez, a apreensão somou 119,69 gramas de substância semelhante à maconha. O flagrante ocorreu antes que a visitante tivesse contato com o preso.
| Data | Unidade | Substância apreendida | Quantidade |
|---|---|---|---|
| 10/05 | CPP “ASP Moisés Marcos Braga” | Semelhante à maconha e droga sintética | Não informada |
| 11/05 | Penitenciária III “José Aparecido Ribeiro” | Semelhante à maconha | 119,69 g |
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que as duas visitantes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia de Franco da Rocha, onde os casos foram formalizados. A pasta reforçou que as revistas são feitas por meio de escâner corporal, tecnologia adotada para substituir métodos invasivos e ampliar o controle de entrada de itens proibidos.
A cena é conhecida por quem acompanha a dinâmica dos presídios da região. Aos fins de semana, familiares formam filas ainda nas primeiras horas da manhã. São sacolas vistoriadas, documentos conferidos, tempo contado. O escâner, instalado logo na entrada, se tornou peça central dessa triagem. É ali que qualquer irregularidade interrompe a visita.
Segundo a SAP, o objetivo é impedir que drogas, celulares e outros objetos entrem nas unidades. A entrada desses materiais altera a rotina interna e impacta diretamente a disciplina carcerária. O sistema penitenciário paulista mantém protocolos padronizados, e Franco da Rocha concentra parte significativa das unidades da região metropolitana.
Nos dois episódios, as mulheres não chegaram a acessar os pavilhões. A identificação ocorreu ainda na etapa inicial de revista. A confirmação do tipo de substância depende de perícia técnica, procedimento que será conduzido no curso da investigação policial.
A legislação prevê punição para quem tenta ingressar com entorpecentes em estabelecimento prisional, podendo o caso ser enquadrado na Lei de Drogas, dependendo da quantidade e das circunstâncias apuradas. As autoridades não divulgaram a idade das detidas nem se elas já possuíam antecedentes.
Casos como esses se repetem com frequência no entorno das unidades prisionais da cidade. Para os agentes que atuam na segurança, o escâner se tornou ferramenta decisiva. Para as famílias que aguardam do lado de fora, a rotina inclui a expectativa de passar pela triagem sem impedimentos.
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